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711 cv e R$ 2,1 milhões: Porsche 911 Turbo S é difícil de controlar ou o problema é excesso de confiança?

Teste em autódromo paulista mostra que o esportivo mais potente da história do 911 é surpreendentemente dócil — até o momento em que a tecnologia não consegue compensar a imprudência do motorista.

Atualizada em 13 de setembro de 2026 às 09:00· 16 leituras
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711 cv e R$ 2,1 milhões: o 911 Turbo S é difícil de controlar?

Levamos o Porsche mais potente da história ao autódromo para descobrir a verdade.

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Nos últimos anos, acidentes envolvendo Porsche viraram manchete com frequência suficiente para criar uma narrativa popular de que os carros da marca seriam difíceis de controlar. Para colocar essa ideia à prova, a Autoesporte levou o 911 Turbo S — o mais potente da história da linha, com 711 cv e preço de R$ 2,1 milhões — ao autódromo Velocitta, no interior de São Paulo.

A reputação arredia tem raízes históricas. Segundo a Autoesporte, versões antigas do 911, especialmente o Turbo fabricado entre 1975 e 1989, ficaram conhecidas pelo apelido Widowmaker ("criador de viúvas") justamente por combinar motor traseiro, distribuição de peso desfavorável em curvas e geometria de suspensão que tornava o carro traiçoeiro para pilotos menos experientes. A partir dos anos 1990, a Porsche passou a investir pesado em eletrônica e sistemas de controle de chassi para mudar esse perfil.

O resultado desse esforço ficou evidente no teste. A Autoesporte aponta que, no modo de condução normal, o 911 Turbo S se comporta quase como um sedã alemão rebaixado — volante comunicativo, freios previsíveis e nenhuma surpresa desagradável. Nos modos esportivos, a personalidade muda radicalmente: os 1.640 kg do carro disparam na reta como uma locomotiva, mas a eletrônica segue trabalhando nos bastidores para corrigir erros do motorista, inclusive em trechos de asfalto molhado testados durante a sessão.

A conclusão da Autoesporte, porém, traz um alerta importante: a facilidade de ganhar confiança ao volante de um carro tão tecnológico pode ser a maior armadilha. A publicação ressalta que a eletrônica não faz milagres e que explorar os limites de qualquer esportivo deve ser reservado a pistas fechadas com orientação profissional — independentemente da marca. Na rua, o problema raramente é o carro.

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