Blazer 1996 vs. 2026: teste de colisão enterra o mito de que carro antigo é mais seguro
O IIHS colocou dois Blazers frente a frente para marcar seus 30 anos — e o resultado demoliu de vez a crença de que carrocerias pesadas do passado protegiam melhor os ocupantes.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Um vídeo de poucos segundos foi suficiente para enterrar um dos mitos mais persistentes entre os apaixonados por carros: o de que as carrocerias pesadas dos modelos antigos protegiam melhor os ocupantes. A Quatro Rodas reporta que o IIHS, instituto americano de segurança viária mantido por seguradoras, promoveu um choque frontal com 40% de sobreposição lateral a 64 km/h entre um Chevrolet Blazer de 1996 e um da linha 2026 — exatamente para marcar os 30 anos de fundação da entidade.
O UOL Carros reforça que o experimento serve de resposta direta àqueles que ainda insistem, sem embasamento técnico, que os carros de antigamente eram mais robustos e seguros do que os modelos atuais.
Segundo a Quatro Rodas, o resultado no SUV mais antigo foi catastrófico: o habitáculo colapsou completamente, o painel e a coluna de direção avançaram sobre o manequim de testes e o airbag, em vez de proteger, disparou contra o queixo do ocupante, projetando a cabeça em direção à janela lateral com força suficiente para separar a cabeça do tronco do dummy. Os sensores registraram forças compatíveis com lesões fatais. No Blazer 2026, a história foi completamente diferente: a célula de sobrevivência permaneceu intacta, e os dados apontaram risco mínimo de ferimentos graves — apenas leve pressão no tornozelo direito, dentro da margem tolerável.
A Quatro Rodas aponta que a disparidade reflete décadas de exigências crescentes dos órgãos reguladores. Quando o modelo de 1996 foi lançado, o airbag frontal sequer era obrigatório nos EUA — norma que só entrou em vigor em 1998. Desde então, o IIHS foi adicionando novos protocolos: impactos laterais em 2003, resistência ao capotamento em 2009, sobreposição parcial de 25% na dianteira na década passada e, em 2022, proteção reforçada para passageiros traseiros.
Os números por trás dessa evolução impressionam. De acordo com a Quatro Rodas, o instituto estima que 48.352 vidas foram salvas entre 1999 e 2024 graças ao aprimoramento dos critérios de colisão — sendo 28.697 delas preservadas apenas pelos testes de impacto frontal parcial. A economia gerada para a sociedade americana chegaria a 538 bilhões de dólares, equivalente a cerca de R$ 2,9 trilhões, segundo os cálculos da entidade.
Fontes
Notícias relacionadas
LançamentosTracker 2026 pode ter garantia de até 5 anos, mas exige OnStar ativo e revisões na rede Chevrolet
Cobertura básica é de 36 meses, mas bônus de até 24 meses está condicionado ao cumprimento de requisitos contratuais específicos.
OutrosEtios Sedan X 2017 tem porta-malas 102 litros maior que o Versa e bate o Prisma na comparação
Levantamento aponta diferença significativa de capacidade de bagageiro entre três sedãs compactos automáticos do mesmo ano-modelo.
Preços & FIPETrailblazer LTZ 2018 é quase R$ 65 mil mais barata que a SW4 SRX na Fipe de outubro
Comparativo de valores médios Fipe coloca o SUV da Chevrolet como a opção mais acessível entre três utilitários diesel 4×4 de 2018.
Preços & FIPEChevrolet Trailblazer oferece desconto de R$ 33 mil para enfrentar Toyota SW4 nas vendas
SUV da GM acumula desvantagem expressiva de emplacamentos frente ao rival japonês e aposta em abatimento de preço para virar o jogo.
OutrosCinco carros com motor turbo pequeno e consumo surpreendente
Da Honda ao Citroën, modelos com motores de até 1.6 turbo entregam desempenho de carro grande sem gastar como um.
LançamentosChevrolet S10 Trail Boss 2027: dinâmica impressiona, mas equipamentos decepcionam para quem paga R$ 341 mil
Versão especial da picape americana agrada no volante, mas peca em itens que deveriam ser padrão nessa faixa de preço.

