Nova geração do BYD Dolphin Mini está confirmada para o Brasil, mas só chega depois de 2028
Vice-presidente da BYD anunciou o modelo em Camaçari; segundo a Quatro Rodas, o hatch cresceu 42,5 cm, ganhou motor de 129 cv e nem foi lançado ainda na China
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A BYD confirmou que vai trazer ao Brasil a nova geração do Dolphin Mini — mas quem aguarda o modelo terá de esperar. Segundo o UOL Carros, o anúncio foi feito por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da fabricante chinesa, durante um evento realizado na fábrica de Camaçari, na Bahia, na última quinta-feira (16). A Quatro Rodas acrescenta um detalhe importante: o hatch elétrico reformulado só desembarcará no país depois de 2028.
O motivo da espera tem lógica industrial. A Quatro Rodas aponta que a nova geração do Dolphin Mini — chamada de Seagull no mercado chinês — sequer foi lançada na China ainda. O modelo ficará restrito ao mercado doméstico no primeiro ano de produção, onde a BYD tenta recuperar terreno frente ao Geely EX2 (Xingyuan), que superou os volumes de venda do Dolphin Mini no país de origem. Só a partir de 2028 a nova geração começará a ser exportada.
A escolha de Camaçari como palco do anúncio, como destacou o UOL Carros, não é coincidência: a planta baiana é o principal polo de produção da BYD no Brasil e símbolo da aposta da marca no mercado nacional.
Dois Dolphin Mini no mercado ao mesmo tempo
A transformação entre as gerações é tão profunda que, conforme a Quatro Rodas informa, o modelo atual não será aposentado. O Dolphin Mini produzido em Camaçari continuará em linha como opção de entrada da marca. A nova geração chegará posicionada um degrau acima, com mais tamanho, potência e refinamento para enfrentar a concorrência crescente no segmento de elétricos compactos. Quem pode sair perdendo nessa reorganização, segundo a Quatro Rodas, é o Dolphin GS.
Um hatch que cresceu de vez
Os documentos de homologação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), antecipados pela Quatro Rodas, revelam uma mudança de porte significativa. O novo modelo alcança 4,20 m de comprimento — 42,5 cm a mais do que a geração atual —, com distância entre eixos ampliada em 15 cm, chegando a 2,65 m. Na prática, a revista aponta que isso coloca o modelo exatamente na mesma faixa do Geely EX2, que mede 4,13 m e tem o mesmo entre-eixos.
A Quatro Rodas também destaca que o novo Dolphin Mini supera em comprimento o próprio Dolphin GS vendido no Brasil (4,12 m), aproximando-se das configurações maiores do Dolphin convencional. A largura cresce 11 cm, chegando a 1,81 m, enquanto a altura se mantém em 1,57 m. O peso em ordem de marcha sobe para 1.180 kg na versão básica e 1.255 kg na mais completa, homologada para cinco ocupantes.
Motor mais forte para compensar o peso extra
Para dar conta do ganho de massa, a BYD substituiu o motor elétrico dianteiro de 75 cv por uma unidade de 129 cv. Segundo a Quatro Rodas, o incremento eleva a velocidade máxima declarada de 130 km/h para 150 km/h, conferindo mais fôlego para trajetos rodoviários. As baterias Blade de fosfato de ferro-lítio (LFP) permanecem, embora os documentos de homologação ainda não detalhem a capacidade em kWh nem os números finais de autonomia.
Com rivais como o Geely EX2 já mirando o mesmo público, como apontou o UOL Carros, a BYD aposta na combinação de dois Dolphin Mini em linha — o acessível, fabricado localmente, e o maior, importado — para blindar sua liderança no segmento de elétricos compactos antes que a concorrência ganhe força definitiva no Brasil.
Fontes
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