BYD Mako: picape híbrida flex sai de Camaçari entre outubro e novembro com lataria nacional
Fabricante descartou importação da China para evitar taxação de 35% e aguarda início da estamparia na Bahia para lançar o modelo.
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A BYD está prestes a revelar sua primeira picape intermediária produzida no Brasil. Segundo a Quatro Rodas, o modelo batizado de Mako sairá da linha de montagem da fábrica de Camaçari (BA) entre outubro e novembro, já com partes da carroceria estampadas localmente. A publicação apurou que as alas de pintura e solda da unidade baiana começam a operar em setembro, enquanto a marca finaliza a instalação das prensas — equipamentos que viabilizam a produção nacional da lataria.
A decisão de esperar pela fabricação doméstica não foi trivial. A Quatro Rodas explica que, em um momento anterior, cogitava-se importar as primeiras unidades da China para abastecer as concessionárias enquanto a fábrica era adaptada. O plano foi abandonado porque a produção no país asiático nunca chegou a ser confirmada — e trazer o carro de lá significaria arcar com 35% de imposto de importação sobre veículos híbridos e elétricos, encarecendo o produto final. Com a Mako saindo de Camaçari, a BYD paga tributos apenas sobre componentes importados, como o conjunto mecânico e a bateria, de acordo com a reportagem.
No aspecto técnico, a Quatro Rodas detalha que a picape compartilha plataforma, motorização e parte da carroceria com o BYD Song Pro, incluindo a estamparia frontal e os faróis. A propulsão é o sistema híbrido plug-in flex DM-i 5.0, com motor 1.5 aspirado e unidade elétrica no eixo dianteiro — a potência final ainda depende de calibração. A bateria não tem dados oficiais confirmados, mas o SUV equivalente oferece pacotes de 13,1 kWh e 18,3 kWh. Segundo Alexandre Aquino, diretor de produto da BYD citado pela Quatro Rodas, o modelo está em fase final de homologação.
A Mako chega para disputar espaço com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e Renault Niagara no segmento de picapes intermediárias, conforme aponta a Quatro Rodas. Um dos principais argumentos de venda deve ser o espaço interno: a publicação destaca que a cabine tende a ser pouco menor que a do Song Pro, mirando diretamente na principal fraqueza da Toro — líder de vendas da categoria, mas criticada pelo espaço traseiro reduzido. A picape também chega homologada de fábrica para puxar reboque, diferencial frente a concorrentes recentes.
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