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CAOA Changan CS55 chega ao Brasil com ambição de liderar o segmento de SUVs médios

Modelo estreante da marca chinesa foi avaliado pela Auto+ e mostra acertos no acabamento e na direção, mas ainda carrega imperfeições na transmissão e na suspensão.

Atualizada em 19 de setembro de 2026 às 13:01· 4 leituras
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CS55 quer liderar os SUVs médios no Brasil

A Auto+ avaliou o Changan CS55 Infinity e revelou acertos e tropeços do estreante chinês.

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A CAOA não esconde as ambições com o CS55: segundo a Auto+, a importadora quer que o SUV médio chinês se torne não apenas o modelo mais vendido da Changan no Brasil, mas também o líder absoluto do segmento — posto hoje ocupado por rivais como Jeep Compass e GWM Haval H6. Para isso, a marca apostou em uma tabela de preços agressiva: a versão de entrada Prime sai por R$ 144.990, a intermediária Infinity custa R$ 154.990 e o topo de linha PHEV chega a R$ 189.990.

A Auto+ avaliou exclusivamente a versão Infinity, equipada com motor 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm de torque associado a um câmbio de dupla embreagem de sete marchas. O resultado, segundo o veículo, é que o desempenho parece inferior ao que os números prometem: a transmissão é lenta nas trocas, segura as marchas por tempo excessivo e o motor acaba se fazendo ouvir demais dentro do habitáculo, já que o isolamento acústico deixa a desejar. A publicação também aponta um delay perceptível no acelerador, que ora demora a responder, ora entrega força de forma abrupta.

Nem tudo é crítica, porém. A Auto+ destaca que a CAOA realizou dois anos de testes no Brasil e na China antes do lançamento, e esse trabalho aparece na calibragem da direção elétrica, descrita como precisa e com peso ideal. A suspensão, por outro lado, é classificada como excessivamente dura para o padrão do segmento: copia irregularidades do asfalto e transmite vibrações à carroceria, embora garanta bom comportamento em curvas e ausência do balanço exagerado comum em modelos chineses.

No interior, a Auto+ elogia o acabamento, com superfícies macias, texturas diferenciadas e encaixes bem executados. O conjunto de telas — painel de instrumentos integrado à central multimídia — tem boa qualidade e suporta Android Auto e Apple CarPlay sem fio. As ressalvas ficam por conta de funções como regulagem de ventilação e ajuste de retrovisores, que exigem acesso a menus na tela, interrompendo o uso do espelhamento do celular — uma escolha de ergonomia que, segundo a publicação, penaliza o dia a dia do motorista.

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