Detergente no reservatório do limpador de para-brisa pode arruinar palhetas e entupir mangueiras
Produto de cozinha parece solução barata, mas causa danos progressivos ao sistema de limpeza do veículo.
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Colocar detergente de cozinha ou sabão em pó no reservatório do limpador de para-brisa é um hábito aparentemente inofensivo, mas que pode sair caro. A Quatro Rodas consultou Aline Lima, gerente técnica da Spartan do Brasil, que explica os riscos: resíduos em excesso deixam manchas no vidro, e a composição química desses produtos resseca e desgasta acelerado as borrachas das palhetas, além de entupir as mangueiras que conduzem o líquido até o para-brisa.
Segundo a Quatro Rodas, o problema vai além do vidro sujo. A densidade maior dos produtos domésticos provoca bloqueio gradual nos canais estreitos do sistema e, especialmente, nos bicos esguichadores. O resultado aparece no pior momento possível: sob chuva intensa, quando o motorista mais depende do equipamento funcionando. Há ainda o risco de o líquido espirrado atingir a pintura do veículo e deixar marcas permanentes.
A publicação aponta que o mercado de acessórios automotivos oferece aditivos específicos para o reservatório, formulados para dissolver sujeiras pesadas sem agredir borrachas, mangueiras ou a pintura. A Quatro Rodas ressalta que esses produtos têm preço acessível e que a economia gerada pelo uso de substitutos domésticos é ilusória: o custo de reparos no sistema de limpeza ou nas palhetas supera em muito o valor de um frasco do aditivo correto. Investir no produto adequado é, portanto, uma questão tanto de manutenção quanto de segurança ao volante.
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