Nissan Frontier sai de linha no Brasil e abre caminho para substituta híbrida chinesa
Modelo deixou o site oficial da marca após anos de baixo volume de vendas; nova geração deve vir da China com motor plug-in de até 408 cv
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A Nissan deu um sinal claro de mudança no segmento de picapes médias no Brasil: a Frontier simplesmente deixou de aparecer no site oficial da marca no país. Segundo o Notícias Automotivas, o sumiço do modelo — atualmente fabricado na Argentina — indica que a montadora japonesa se prepara para uma transição relevante em sua linha de utilitários.
A saída, porém, não é surpresa isolada. O UOL Carros confirma que a atual geração da Frontier chegou formalmente ao fim da linha no Brasil, encerrando uma trajetória marcada por baixo volume de vendas nos últimos anos — fator que, segundo o portal, pesou na decisão da marca de descontinuar o modelo sem aguardar uma sobreposição com a próxima geração.
De acordo com o Notícias Automotivas, a substituta deve vir da China e chegar com uma proposta bem mais ambiciosa do ponto de vista técnico: um motor híbrido plug-in capaz de entregar até 408 cv de potência combinada. A mudança de origem geográfica acompanha uma tendência que outras marcas já adotaram, de usar a cadeia produtiva chinesa para desenvolver e fabricar veículos eletrificados destinados a mercados emergentes.
A aposta em um powertrain plug-in para uma picape média é, por si só, um movimento ousado. O segmento no Brasil ainda é dominado por motores a diesel e consumidores que priorizam capacidade de carga e robustez off-road — características que a nova geração precisará manter para não perder espaço para rivais consolidados como Toyota Hilux e Ford Ranger. O Notícias Automotivas ressalta que detalhes sobre prazo de lançamento e precificação ainda não foram divulgados pela Nissan.
Enquanto isso, a ausência da Frontier no portal brasileiro deixa o segmento de picapes da marca temporariamente sem representante oficial. Como aponta o UOL Carros, a saída já prepara terreno para uma mudança muito maior — o que pode acelerar as negociações internas para definir o calendário de estreia da nova geração no mercado nacional.
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