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Polestar 4 SUV tem cara de perua, espaço de sobra e até 630 km de autonomia

Nova variante do elétrico sueco chega à Europa no fim de 2026 com até 544 cv, 1.680 litros de bagagem e preço a partir de 57.900 euros — mas sem confirmação para o Brasil

Atualizada em 4 de setembro de 2026 às 09:08· 2 fontes· 48 leituras
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ELÉTRICO SUECO

Polestar 4 SUV 2027: o SUV que parece uma perua

Marca sueca amplia a gama com carroceria elevada e alongada — e embaralha categorias de vez.

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A Polestar parece ter encontrado uma nova forma de confundir o mercado. Segundo o UOL Carros, a marca sueca acaba de revelar uma versão SUV do Polestar 4 para 2027 — um carro que, na prática, tem muito mais cara de perua do que de utilitário esportivo. É mais um capítulo da tendência das montadoras de batizar seus modelos com categorias que nem sempre correspondem ao que os olhos veem.

O UOL Carros aponta que o Polestar 4 original já vivia essa contradição: lançado como cupê, o modelo é, na essência, um sedã de quatro portas com teto inclinado. A Quatro Rodas reforça o ponto ao lembrar que a marca foi transformada em uma etiqueta própria em 2017 e hoje vende apenas elétricos, posicionando-se acima da Volvo — e que o Polestar 4 chegou em 2024 exatamente como essa mistura de cupê com perua. Agora, a nova variante SUV repete a fórmula com uma linha de carroceria elevada e comprida que remete diretamente às peruas, segmento que nunca saiu de moda na Europa, mas ainda carrega certo estigma em outros mercados.

A estratégia da Polestar parece deliberada: usar nomenclaturas comercialmente mais atraentes para emplacar designs que, tecnicamente, pertenceriam a outras categorias. De acordo com o UOL Carros, o novo modelo se junta à gama já existente do Polestar 4, ampliando as opções para quem busca um elétrico com perfil mais espaçoso e linhas alongadas.

Traseira redesenhada e muito mais espaço

Segundo a Quatro Rodas, o SUV entra em produção na Coreia do Sul mirando o concorrido segmento de utilitários executivos. Para isso, a Polestar redesenhou a traseira: o teto ficou mais reto e a tampa do porta-malas ganhou posição mais verticalizada, o que permitiu acomodar até 1.680 litros de bagagem no total. A revista aponta que o bagageiro traseiro comporta 530 litros até a altura dos encostos, 655 litros usando o espaço até o teto — volume superior ao porta-malas de um Jeep Compass — e chega a 1.665 litros com os bancos rebatidos.

A segunda fileira também foi beneficiada: a Quatro Rodas destaca que os passageiros traseiros ganharam 2,5 cm adicionais de espaço para a cabeça. No teto, barras longitudinais reforçam o caráter utilitário e suportam até 100 kg de carga dinâmica, segundo a mesma publicação.

Câmera traseira deixa de ser obrigatória

Uma das mudanças mais comentadas é o abandono do retrovisor interno por câmeras como item de série. A Quatro Rodas aponta que a adoção de um vidro traseiro convencional devolve a visibilidade física ao motorista — o polêmico sistema de câmera do cupê passa a ser apenas opcional no SUV.

Motorização: até 544 cv e 630 km de autonomia

Os detalhes técnicos que faltavam à matéria original foram revelados. Segundo a Quatro Rodas, o Polestar 4 SUV utiliza a plataforma SEA e oferece duas opções de motorização elétrica, ambas com bateria de 100 kWh. A versão topo de linha tem tração integral, 544 cv e 70 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e promete 600 km de autonomia no ciclo WLTP. A configuração de motor traseiro entrega 272 cv e 35 kgfm, com autonomia de 630 km. As duas aceitam recarga rápida de até 200 kW em corrente contínua.

A Quatro Rodas também destaca que o sistema elétrico conta com função bidirecional V2L, capaz de fornecer até 3,3 kW em tomadas de 230V — o que transforma o SUV em um gerador portátil para acampamentos ou ferramentas. Outra novidade é a central multimídia integrada ao Google Gemini, substituindo o assistente anterior por uma inteligência artificial que compreende diálogos naturais e planeja rotas em tempo real.

Preços na Europa e silêncio sobre o Brasil

As primeiras unidades chegam à Europa no quarto trimestre de 2026, segundo a Quatro Rodas. A versão de entrada custa 57.900 euros — cerca de R$ 342.000 em conversão direta, valor equivalente ao de um Volvo EX40 no Brasil, conforme a publicação. A variante de dois motores sai por 65.900 euros (R$ 390.000) e o pacote Performance, que adiciona freios Brembo e rodas aro 22, atinge 76.300 euros (R$ 451.000). Por enquanto, não há confirmação oficial de chegada ao mercado brasileiro.

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