Setembro mais chuvoso em 32 anos em SP: o que não fazer ao volante em dias de alagamento
Erros simples como tentar religar o motor dentro da água ou ignorar o nível do alagamento podem custar caro — ou até a vida.
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São Paulo vive um setembro histórico pelas piores razões possíveis. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) confirmou que este é o mês de setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos na capital paulista, com mais de 300 municípios do estado sob alerta laranja para tempestades. Para quem não tem escolha a não ser encarar as ruas alagadas, conhecer os limites do próprio carro pode fazer diferença entre um susto e uma conta salgada na oficina.
A primeira lição, de acordo com o Jornal do Carro, é avaliar a profundidade da água antes de avançar: o nível seguro é até a metade das rodas, ou seja, o centro do cubo. Acima disso, a chance de a água ser sugada pelo filtro de ar ou atingir componentes elétricos cresce rapidamente. Quem decidir cruzar dentro do limite deve engatar a primeira ou segunda marcha — ou o modo manual em automáticos — e manter aceleração constante sem trocar de marcha nem tirar o pé do acelerador. A pressão contínua dos gases de escape, conforme orienta a publicação, impede que a água entre pelo escapamento. Desligar o ar-condicionado antes de entrar no trecho também é recomendado: com o sistema ligado, a ventoinha do radiador permanece acionada e pode quebrar ao contato com a água, espalhando o problema para partes sensíveis do motor.
O erro mais caro, segundo o Jornal do Carro, é tentar dar a partida quando o motor apaga dentro da água. O movimento dos pistões tentando comprimir um fluido incompressível provoca o chamado calço hidráulico, que empena bielas, quebra pistões e pode travar o bloco inteiro — exigindo retífica completa a um custo elevado. Outro ponto de atenção levantado pela reportagem é o seguro: atravessar deliberadamente uma via notoriamente alagada quando havia alternativa pode ser enquadrado pelas seguradoras como "agravamento intencional do risco", abrindo caminho para a recusa da indenização.
Se a situação fugir do controle e a água começar a subir rapidamente, o Jornal do Carro é categórico: abandone o carro. Destrave as portas antes que a pressão externa impeça a abertura, saia com calma e busque local elevado. Depois de qualquer travessia bem-sucedida, a publicação recomenda agendar revisão mecânica para checar contaminação do óleo, filtros de ar e de cabine, freios, rolamentos e conexões elétricas — danos que podem não aparecer imediatamente, mas comprometem a segurança nas próximas viagens.
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