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A moto mais cara de SP custa quase um Porsche e vai pagar R$ 10,6 mil de IPVA

Ducati Panigale V4 R 2023, avaliada em R$ 532 mil, lidera o ranking de motocicletas mais caras do estado e escapa da isenção aprovada para motos de baixa cilindrada.

Atualizada em 15 de setembro de 2026 às 11:01· 3 leituras
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IPVA & MOTOS DE LUXO

A moto mais cara de SP vai pagar R$ 10,6 mil de IPVA

Ducati Panigale V4 R 2023 vale quase um Porsche — e está longe da isenção.

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Enquanto milhões de motociclistas paulistas comemoram a isenção de IPVA aprovada para motos de até 180 cilindradas, o dono da moto mais cara do estado vai desembolsar uma conta bem diferente. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), a Ducati Panigale V4 R 2023 está avaliada em R$ 532.924 pela Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo — valor que gera uma cobrança de R$ 10.658,48 só de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Para ter uma ideia da proporção, o Jornal do Carro aponta que esse preço de tabela é quase idêntico ao do Porsche 718, o mais barato da marca alemã no Brasil, comercializado a R$ 535 mil.

A isenção aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), conforme destaca o Jornal do Carro (Estadão), beneficia 4,3 milhões de unidades — mas a Panigale V4 R está em um universo completamente diferente. A moto foi lançada originalmente a R$ 620 mil e, mesmo com a depreciação, segue sendo a motocicleta de maior valor venal no estado. Seu motor Desmosedici Stradale R, um V4 de 998 cm³, entrega 218 cv a 15.500 rpm em configuração de rua — podendo ultrapassar 240 cv com escapamento de corrida, de acordo com o veículo.

A razão de existir da V4 R, segundo o Jornal do Carro (Estadão), é puramente competitiva: a Ducati precisava de uma moto homologada com motor abaixo de 1.000 cm³ para participar do Campeonato Mundial de Superbike (WSBK), já que as versões convencionais da Panigale V4 usam propulsor de 1.103 cm³. O resultado é uma máquina com bielas de titânio, pistões com revestimento DLC (tecnologia também presente na Fórmula 1), embreagem seca e câmbio com neutro abaixo da primeira marcha — exatamente como nas motos de MotoGP. É, na prática, uma moto de corrida com placa.

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