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Bugatti Destrier: W16 de 1.600 cv sobrevive em hipercarro de pista transformado em escultura de luxo

Terceira criação do Programme Solitaire estreia no Pebble Beach e converte o radical Bolide em peça de concurso de elegância, mantendo o lendário motor W16 intacto

Atualizada em 12 de agosto de 2026 às 13:03· 2 fontes· 27 leituras
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Bugatti Destrier mantém W16 vivo

Novo hiperesportivo desafia a aposentadoria do lendário motor.

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Apesar do recente lançamento do Tourbillon, que abriu caminho para uma nova era híbrida com motor V16 desenvolvido pela Cosworth e pela Rimac, a Bugatti surpreende ao anunciar o Destrier, hiperesportivo que mantém em ação o icônico motor W16. Segundo o UOL Carros, a novidade representa a terceira criação do Programme Solitaire da marca, contrariando rumores de que o W16 seria rapidamente aposentado após quase duas décadas de história.

O ponto de partida, conforme a Quatro Rodas aponta, é o radical Bolide — hipercarro nascido para quebrar recordes de tempo de volta em pista. A proposta do Destrier, porém, vai na direção oposta: transformá-lo em uma "escultura automotiva clássica", abandonando as enormes asas e fendas aerodinâmicas do original para adotar um design limpo e fluido. A estreia oficial ao público acontece no Pebble Beach Concours d'Elegance, na Califórnia, neste fim de semana.

A Quatro Rodas lembra que essa não é a primeira vez que a Bugatti realiza esse tipo de conversão. Na década de 1930, o chassi do Type 57 serviu de base tanto para modelos vencedores em Le Mans quanto para o cultuado 57SC Atlantic. O Destrier repete a tradição ao unir duas propostas opostas — competição e elegância — em uma mesma arquitetura central de monocoque em fibra de carbono. O modelo se junta aos já existentes F.K.P. Hommage e Brouillard no seleto catálogo do programa especial.

No campo do design, segundo a Quatro Rodas, as rodas passam a medir 20 polegadas na dianteira e 21 na traseira, aposentando o conjunto menor e mais funcional voltado para pistas. A clássica linha lateral em formato de "C" foi redesenhada, ganhando um recuo proposital próximo à caixa de roda dianteira antes de encontrar a tradicional grade frontal em ferradura. A seção traseira adota curvas integradas e limpas, com referências sutis ao Chiron Profilée.

O trabalho de pintura reforça a transição do ambiente de competição para os gramados da Monterey Car Week: a carroceria ostenta a cor Sapphire Celeste, que contrasta com apêndices aerodinâmicos em fibra de carbono tingida. No cofre do motor, de acordo com a Quatro Rodas, partes metálicas recebem acabamento martelado em alusão às armaduras dos cavalos de batalha medievais — referência direta ao nome do modelo.

A mecânica, no entanto, permanece intacta. O Destrier mantém o W16 8.0 com quatro turbocompressores e entrega impressionantes 1.600 cv, conforme destacam tanto o UOL Carros quanto a Quatro Rodas. A grande diferença para o projeto original é que, desprovido de todo o aparato de downforce do Bolide, os números técnicos deixam de ser a prioridade de engenharia — o apelo recai sobre as formas e a estética.

O preço segue a lógica da exclusividade absoluta: 20 milhões de euros, segundo o UOL Carros, tornando o Destrier um verdadeiro objeto de desejo para colecionadores. A decisão de manter o W16 em produção reforça que a Bugatti ainda aposta no legado do motor que revolucionou o segmento dos hipercarros desde 2005.

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