BYD Dolphin SE chega por R$ 159.990 e coloca em xeque a existência do Dolphin GS
Com 177 cv, suspensão multilink e visual renovado, a nova versão intermediária do hatch elétrico entrega muito mais por apenas R$ 10 mil a mais.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O mercado de elétricos acessíveis no Brasil ganhou um novo protagonista. A BYD colocou à venda o Dolphin SE por R$ 159.990, apenas R$ 10.000 acima do Dolphin GS — e a Quatro Rodas aponta que essa diferença estreita de preços é suficiente para esvaziar os motivos de se escolher a versão de entrada. O novo modelo herda o motor do SUV Yuan Pro, adota a suspensão traseira independente do Dolphin Plus e ainda passa por uma reestilização na dianteira e na cabine.
No quesito desempenho, a evolução é expressiva. Segundo a Quatro Rodas, o Dolphin SE acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos, ante 12,3 segundos do GS — uma diferença de mais de quatro segundos no mesmo teste. A potência salta de 95 cv para 177 cv, com torque de 29,6 kgfm. A publicação também destaca que a troca do eixo de torção pela suspensão multilink resolveu a oscilação longitudinal crônica que marcava a versão anterior, entregando um comportamento mais sólido em asfalto irregular.
As mudanças estéticas também são relevantes. A Quatro Rodas observa que a dianteira cresceu 15,5 cm para atender normas de proteção a pedestres, levando o comprimento total a 4,28 m. Faróis menores, lanternas traseiras com base ondulada e um painel interno todo preto compõem o pacote visual. Um ponto criticado pela revista, porém, é que a BYD não aproveitou o espaço vazio sob o novo capô alongado para criar um compartimento de carga frontal, recurso já adotado por concorrentes.
A Quatro Rodas conclui que o Dolphin SE isola o modelo topo de linha — o Dolphin Plus, vendido a R$ 184.800 — e complica a vida do GS, que permanece no catálogo por R$ 149.990 segundo garantia da fabricante. Com o Dolphin Mini pressionando por baixo e rivais como GWM Ora 03, MG 4 Urban e Geely EX2 Max avançando pelo lado, o SE chega num momento em que argumentos mais sólidos se tornaram indispensáveis para manter a liderança do hatch elétrico no país.
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