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BYD acelera nacionalização em Camaçari e mira 600 mil carros por ano até o fim da década

Fábrica baiana já montou 100 mil elétricos e avança para produção local de baterias, com meta de 50% de conteúdo nacional até 2027

Atualizada em 23 de julho de 2026 às 09:05· 3 fontes· 39 leituras
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INDÚSTRIA NACIONAL

BYD quer dobrar produção em Camaçari até o fim da década

Fábrica baiana mira 600 mil unidades/ano e negocia com 150 fornecedores para nacionalizar de vez.

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A BYD está correndo para consolidar sua operação industrial no Brasil. Segundo a Quatro Rodas, os prédios de estamparia, soldagem e pintura da fábrica de Camaçari (BA) devem estar prontos até o fim de 2026, dentro do cronograma anunciado pela própria montadora no início do ano. O objetivo é transformar a unidade baiana em um polo de fabricação de verdade — e não apenas de montagem.

Para isso, a Quatro Rodas aponta que a fabricante chinesa está em negociações com cerca de 150 fornecedores de componentes como pneus, vidros, tintas e aço. A meta é que essas empresas estejam operando nos novos setores ainda em 2025. Hoje, a produção segue no formato SKD — os veículos chegam desmontados da China e têm motor, transmissão, rodas e acabamento acoplados em Camaçari. Os modelos beneficiados pelo processo de nacionalização serão o Dolphin Mini, o Song Pro e o King.

A estratégia de verticalização vai além dos componentes convencionais. Conforme o InsideEVs Brasil, a BYD também planeja produzir baterias localmente em Camaçari, com essa operação prevista para entrar em funcionamento até 2027. A confirmação veio do próprio vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, em entrevista à Reuters, segundo o UOL Carros. A iniciativa integra um esforço mais amplo da montadora para atingir 50% de conteúdo nacional — uma marca intermediária relevante no caminho até o índice mínimo de 60% exigido para que um veículo seja considerado nacional e apto à exportação, tornando a América Latina um mercado-alvo estratégico para a operação.

Os números já impressionam mesmo na fase atual. A Quatro Rodas destaca que, nove meses após a inauguração — que ocorreu em outubro de 2025, com atrasos causados por problemas de maquinário, licenças e um episódio de trabalho análogo à escravidão —, a BYD já havia montado 100 mil carros eletrificados no Brasil e empregava 5,5 mil trabalhadores diretos. Ainda para este ano, a expectativa é que uma versão flex do Song Pro saia da linha de produção local. No horizonte mais amplo, Song Plus e a picape Mako também entram no roteiro da fábrica, que deverá abrigar até 12 modelos em plena operação.

O crescimento não para por aí. Conforme a Quatro Rodas, após concluída a nacionalização, a BYD pretende "espelhar" a fábrica em um terreno adjacente ainda a ser adquirido, elevando a capacidade anual de 300 mil para 600 mil unidades até o fim da década. Atualmente, o limite é de 150 mil veículos por ano. O investimento total no complexo, que ocupa 4,6 milhões de metros quadrados e já é a maior unidade da BYD fora da China, chega a R$ 5,5 bilhões.

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