Carregador doméstico de elétrico pode desperdiçar até 24% da energia consumida
Parte da eletricidade registrada no medidor nunca chega à bateria do carro, o que afeta o custo real por quilômetro rodado.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Recarregar o carro elétrico em casa é, na maioria dos casos, a opção mais barata e prática do dia a dia — mas o custo real pode ser maior do que o motorista imagina. Segundo o UOL Carros, uma parcela significativa da eletricidade consumida durante o processo de recarga simplesmente não chega à bateria: ela se dissipa na forma de calor nos componentes do carregador e nos cabos, representando uma perda que pode atingir até 24% da energia total registrada no medidor.
Essa diferença entre o que a concessionária cobra e o que de fato é armazenado no veículo tem impacto direto no cálculo do custo por quilômetro rodado. Conforme aponta o UOL Carros, o fenômeno é conhecido como "perda de conversão" e ocorre porque os carregadores domésticos precisam transformar a corrente alternada da rede elétrica em corrente contínua compatível com as baterias — e essa conversão nunca é 100% eficiente.
A magnitude da perda varia de acordo com a qualidade e a tecnologia do equipamento utilizado. De acordo com o UOL Carros, carregadores mais modernos e certificados tendem a operar com eficiência superior, reduzindo o desperdício, enquanto modelos mais simples ou de procedência duvidosa podem elevar significativamente essa margem. O horário da recarga e a temperatura ambiente também influenciam o desempenho do sistema.
Para o consumidor brasileiro, o dado reforça a importância de considerar não apenas o preço de compra do carregador doméstico, mas também sua eficiência energética declarada. Um equipamento mais caro, porém mais eficiente, pode se pagar ao longo do tempo — especialmente em um cenário de tarifas de energia elétrica em alta no país.
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