Carro híbrido bateu? Nem toda colisão vira média monta
Especialista em seguros desfaz mito de que qualquer acidente com híbrido resulta em classificação que desvaloriza o veículo.
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Circula entre motoristas a crença de que qualquer batida envolvendo um carro híbrido resulta automaticamente na classificação de média monta no boletim de ocorrência — o que forçaria uma série de burocracias e derrubaria o valor do veículo. A Quatro Rodas investigou o assunto e a conclusão é clara: trata-se de um mito.
Segundo a Quatro Rodas, o corretor de seguros Ettore Loreto, da Loretolife Seguros, afirma que as seguradoras não operam dessa forma. Para ele, não existe nenhuma norma ou circular que determine tratamento diferenciado para híbridos em relação aos veículos convencionais. O que define a classificação do sinistro é a extensão dos danos ao veículo — e não a tecnologia de propulsão utilizada, seja gasolina, diesel ou elétrica.
A Quatro Rodas explica que a média monta ocorre quando há danos moderados em peças estruturais ou mecânicas que ainda permitem reparo, mas exigem a emissão de Certificado de Segurança Veicular (CSV) via Inmetro e vistoria em órgão credenciado pelo Detran. O registro fica no histórico do carro e provoca desvalorização. O equívoco em torno dos híbridos, segundo o especialista ouvido pela revista, vem do fato de esses veículos carregarem sistemas de alta tensão, inversores e pacotes de bateria — o que gerou a percepção errônea de que qualquer trombada comprometeria a estrutura elétrica e inviabilizaria o conserto.
Na prática, a Quatro Rodas aponta que colisões de baixa gravidade em híbridos plenos, leves ou plug-in seguem o caminho normal de funilaria e pintura, sem condenação burocrática. O próprio Loreto relata já ter atendido clientes com híbridos reparados sem qualquer classificação de média monta — reforçando que o critério é o dano real, não o tipo de motorização.
Fontes
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