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CEO da Mercedes admite: tiramos botões físicos dos carros além da conta

Ola Källenius reconhece que a indústria automotiva exagerou na digitalização dos comandos e promete reintroduzir controles físicos nos próximos modelos da marca.

Atualizada em 1 de agosto de 2026 às 09:08· 3 leituras
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Mercedes admite: tiramos botões físicos além da conta

CEO Ola Källenius promete reequilibrar telas e controles nos próximos modelos.

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A febre das telas gigantes dentro dos carros pode estar chegando ao seu limite — e quem admite isso é ninguém menos que o chefe da Mercedes-Benz. A Quatro Rodas aponta que Ola Källenius, CEO da montadora alemã, declarou em entrevista ao site Autocar que "a indústria como um todo pode ter ido um pouco longe demais em direção aos controles digitais". A confissão é significativa: a própria Mercedes apostou pesado nessa tendência nos últimos anos, chegando a instalar o MBUX Hyperscreen, painel de telas que pode atingir 1,41 metro de largura em alguns modelos.

Segundo a Quatro Rodas, Källenius também reconheceu uma falha de processo dentro da empresa: o hábito de desenvolver tecnologia sem necessariamente consultar os consumidores. "Às vezes, nos precipitamos um pouco e investimos em tecnologia pela tecnologia em si, talvez nos esquecendo um pouco do cliente", disse o executivo, que prometeu mudança de rota. "De agora em diante, vocês verão que reintroduzimos os botões mais práticos", afirmou. O CEO, no entanto, não descartou o crescimento das telas — apenas sinalizou que a equação entre digital e físico precisa ser reequilibrada.

O movimento não é isolado. A Quatro Rodas destaca que a China saiu na frente com regulação: no início de 2026, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país propôs normas que obrigam a presença de botões físicos dedicados para funções essenciais de segurança, como luzes de direção, pisca-alerta, seletor de marchas e chamadas de emergência. A regra ainda estabelece tamanho mínimo de 10 mm por 10 mm para esses controles, garantindo acionamento direto sem que o motorista precise desviar o olhar da estrada para navegar em submenus. O recado do mercado — e agora também dos reguladores — parece claro: tela demais atrapalha.

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