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Preços & FIPE

Cinco carros usados que cabem no bolso de quem recusou o iPhone Duo

Com preços entre R$ 21.999 e R$ 30.999, o novo smartphone dobrável da Apple rivaliza com modelos que têm motor, porta-malas e quatro rodas.

Atualizada em 12 de setembro de 2026 às 20:30· 2 leituras
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PREÇOS & USADOS

Com o preço do iPhone Duo você compra um carro de verdade

O novo dobrável da Apple parte de R$ 21.999 — e o mercado de seminovos tem respostas com motor, porta-malas e quatro rodas.

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O iPhone Duo chega ao Brasil com pré-venda marcada para 16 de outubro e disponibilidade a partir do dia 23, mas os preços assustam: segundo a Auto+, o modelo parte de R$ 21.999 na versão de 256 GB e pode chegar a R$ 30.999 na configuração de 2 TB — sem carregador na caixa. A publicação aproveitou os números para fazer uma comparação inusitada: o que dá para comprar com esse dinheiro no mercado de usados?

A resposta, de acordo com a Auto+, é bastante generosa em termos de metal e cavalos de potência. Na faixa de entrada do smartphone, aparece o Chevrolet Astra 2.0 Hatch 2004, avaliado em R$ 24.487 pela Tabela Fipe, com motor 2.0 8V de 116 cv e porta-malas de 370 litros — candidato natural a projetos de track day. Logo acima, o Citroën C3 GLX 2010 sai por R$ 26.603, trazendo o 1.6 16V de 113 cv e câmbio automático AL4, enquanto o Kia Picanto 1.0 2012, cotado em R$ 29.124, impressiona pelo nível de acabamento interno superior ao dos populares nacionais da época, na avaliação do veículo.

Já na faixa do topo de linha do Duo, a Auto+ aponta duas opções sedutoras: o Volkswagen Voyage 1.0 2012 por R$ 30.137, com porta-malas de 480 litros — maior até que o do Chevrolet Prisma contemporâneo —, e o Renault Sandero Expression 1.6 2013 por R$ 30.545, que entrega 106 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 11,1 segundos e carrega 320 litros de bagagem. Todos os modelos têm mais de dez anos de uso, o que, segundo a publicação, escancararia a distorção do preço do smartphone no mercado nacional.

A comparação é, claro, bem-humorada: usados nessa faixa exigem atenção ao histórico de manutenção e podem esconder custos extras. Mas o exercício serve para ilustrar o quanto o mercado de eletrônicos premium no Brasil opera em uma realidade de preços apartada do poder de compra médio do consumidor — e de boa parte do mercado automotivo de seminovos.

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