Os carros usados mais fáceis de revender no Brasil em 2026
Gol, Onix e HB20 lideram o ranking de liquidez no mercado de seminovos, segundo a Fenauto.
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Comprar um carro zero quilômetro segue fora do alcance de boa parte dos brasileiros. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), a consultoria Bright aponta que o consumidor precisa desembolsar, em média, R$ 152,1 mil para adquirir um veículo que atenda às suas necessidades — sem contar o peso das altas taxas de juros nos financiamentos. Não à toa, o mercado de usados ganhou ainda mais força: a Fenauto registra alta de 6,4% nas vendas de seminovos em 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Mas escolher bem um usado vai além do preço de etiqueta. O Jornal do Carro destaca que a liquidez do modelo — ou seja, a facilidade de revendê-lo no futuro — é um critério cada vez mais considerado pelos compradores. Fatores como reputação da marca, disponibilidade de peças e histórico de desvalorização entram na conta. Na prática, um carro com boa aceitação no mercado pode ser reconvertido em dinheiro com muito menos esforço do que um modelo de baixa demanda.
No topo do ranking da Fenauto, segundo o Jornal do Carro, está o Volkswagen Gol: mesmo fora de linha há quase quatro anos, o modelo superou 800 mil unidades negociadas em 2025 e registrou mais de 67 mil transações apenas em agosto deste ano. Logo atrás vem o Chevrolet Onix de primeira geração (2012–2021), elogiado pela mecânica simples — sem a polêmica correia banhada a óleo do modelo atual — e pelo bom nível de equipamentos de série, como airbags, ABS e câmbio automático de seis marchas. O Hyundai HB20 fecha o pódio na terceira posição, também valorizado pela confiabilidade mecânica e pela oferta de itens de conforto, de acordo com o Jornal do Carro.
A publicação do Estadão ressalta que a condição de cada exemplar pode variar bastante conforme o ano de fabricação, o estado de conservação e a região do país. Versões mais básicas do Gol, por exemplo, tendem a depreciar mais por carecerem de itens hoje considerados essenciais, como direção assistida e ar-condicionado — o que pode dificultar a negociação futura.
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