Controle de tração, TFT e conectividade: a eletrônica invade as motos abaixo de 500 cc no Brasil
Recursos antes restritos a superbikes de mil cilindradas chegam agora a modelos acessíveis de marcas como Royal Enfield, Yamaha, Honda e CF Moto.
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O que era exclusividade das superbikes acima de 1.000 cc chegou de vez ao segmento popular das duas rodas. Segundo o Jornal do Carro, o mercado brasileiro de motocicletas abaixo de 500 cilindradas vive uma virada tecnológica sem precedentes, com controle de tração, painéis TFT conectados e múltiplos modos de pilotagem tornando-se itens de série em modelos cada vez mais acessíveis.
O Jornal do Carro aponta a Royal Enfield Himalayan 450 como um dos símbolos dessa transformação: a trail indiana traz painel TFT circular com integração nativa ao Google Maps, eliminando a necessidade de suportes de celular no guidão. Na mesma direção, a CF Moto Ibex 450 surpreende ao entregar controle de tração de série — recurso que gerencia a entrega de potência para evitar derrapagens em superfícies de baixa aderência —, enquanto a Zontes vai além com ajuste elétrico de bolha para-brisa e chave presencial que abre tanque e assento por aproximação, conveniências antes restritas a estradeiras de alto luxo, conforme destaca a publicação.
A Yamaha, segundo o Jornal do Carro, apostou em duas frentes: aplicou conectividade Bluetooth em praticamente toda a linha de baixa e média cilindrada, permitindo gerenciar chamadas e notificações pelos botões do guidão via aplicativo próprio, e equipou modelos como a R15, a Aerox e a NMAX 160 com sistema de comando de válvulas variável (VVA), que otimiza torque e consumo em todas as faixas de rotação. Já a Bajaj entrou na disputa com a Dominar NS400Z, oferecendo controle de tração, conectividade no painel e quatro modos de pilotagem para administrar os 40 cv da moto urbana, de acordo com a reportagem.
A pressão competitiva forçou até a líder de mercado a se mexer. O Jornal do Carro ressalta que a Honda incluiu controle de tração na nova linha da CB 300F Twister e estendeu o recurso às trails Sahara 300 e Tornado 300. O recado do setor é direto: o motociclista brasileiro não aceita mais pagar por tecnologia defasada, e as marcas que não acompanharem o ritmo da inovação tendem a perder espaço rapidamente.
Fontes
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