Da ficção científica ao volante: como a inteligência artificial chegou aos carros
Tecnologia que assustou o público em 1968 com o HAL 9000 de Kubrick hoje projeta peças, reduz testes e já dirige carros em cidades reais.
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Muito antes de virar palavra da moda nas montadoras, a inteligência artificial já provocava desconforto nas plateias de cinema. Segundo o AutoInforme, foi em 1968, com o supercomputador HAL 9000 do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, que boa parte do público teve seu primeiro contato real com a ideia de uma máquina capaz de raciocinar, tomar decisões e até desafiar ordens humanas. Décadas depois, a ficção virou engenharia aplicada.
O AutoInforme aponta que a IA já está presente em etapas críticas do desenvolvimento automotivo por meio do chamado design generativo — técnica em que algoritmos calculam estruturas, sugerem materiais como aço, alumínio e polímeros, e definem pontos de fixação em uma fração do tempo que equipes humanas levariam. O que antes demandava semanas de simulações pode ser resolvido em minutos, segundo o veículo, permitindo que engenheiros foquem em decisões estratégicas em vez de cálculos repetitivos.
Mas é na direção autônoma que a tecnologia já saiu do laboratório para o asfalto. Conforme o AutoInforme, cidades como São Francisco e Phoenix, nos Estados Unidos, e Zagreb, na Croácia — onde o serviço é restrito a táxis —, já têm veículos guiados por IA circulando de forma regular. Em metrópoles europeias como Madrid, Londres, Munique e Zurique, os testes avançam com a presença de um motorista de segurança a bordo, pronto para intervir se necessário. O cenário ainda está longe do HAL 9000, mas a trajetória, como o próprio AutoInforme sugere, aponta para uma autonomia cada vez maior das máquinas sobre o processo de mobilidade.
Fontes
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