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De Tomaso Pantera: o superesportivo ítalo-americano que durou 23 anos e ainda impressiona

Com motor V8 Ford de 5,8 litros instalado atrás dos bancos e design assinado pelo estúdio Ghia, o Pantera foi um dos mais longevos esportivos de sua era.

Atualizada em 12 de julho de 2026 às 09:04· 9 leituras
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CLÁSSICO SUPERESPORTIVO

O ítalo-americano que durou 23 anos e ainda impressiona

Motor V8 Ford, design Ghia e uma parceria ousada que desafiou os gigantes de Modena.

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A Quatro Rodas resgata a história do De Tomaso Pantera, um dos superesportivos mais singulares já construídos — fruto da mente de Alejandro De Tomaso, piloto argentino que teve a ousadia de instalar sua fábrica em Modena, vizinha da Ferrari. Segundo a publicação, antes do Pantera vieram o Vallelunga, apresentado em Turim em 1963 com motor 1.5 do Ford Cortina, e o Mangusta de 1966, desenhado por Giorgetto Giugiaro. Mas foi em 1970, no Salão de Nova York, que a marca alcançou seu auge.

A Quatro Rodas destaca que o Pantera nasceu como símbolo máximo da parceria entre a De Tomaso e a Ford — a mesma montadora americana que anos antes havia tentado, sem sucesso, comprar a Ferrari. O carro trazia carroceria monobloco de aço com linhas criadas por Tom Tjaarda, do estúdio italiano Ghia, e um V8 Ford 351 de 5,8 litros e 310 cv instalado em posição central traseira, acoplado a um câmbio manual ZF de cinco marchas. Suspensão independente nas quatro rodas e freios a disco completavam a mecânica. O resultado: 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e velocidade máxima de 260 km/h. Nos Estados Unidos, era vendido em concessionárias Lincoln-Mercury, com vidros elétricos e ar-condicionado de série.

Ao testar um exemplar de 1972, a Quatro Rodas descreve a experiência como visceral: aceleração violenta, vibração do motor sentida em todo o corpo e imperfeições do asfalto transmitidas diretamente às mãos. A parceria com a Ford se encerrou no fim de 1974, mas o Pantera sobreviveu em versões cada vez mais radicais. O GT5 de 1980 ganhou apelos aerodinâmicos; o GT5-S de 1985 renovou a dianteira; e em 1989, segundo a revista, Marcello Gandini — criador dos Lamborghini Miura e Countach — redesenhou o carro com visual mais retilíneo, chassi tubular, freios Brembo ventilados e suspensão reformulada.

A Quatro Rodas aponta que, em 1991, o Pantera recebeu um V8 Ford de 5 litros com 305 cv e eletrônica moderna, antes de encerrar a produção definitivamente em 1993 — 23 anos após sua estreia e com mais de 7.200 unidades fabricadas. Um fôlego raro para qualquer superesportivo, e ainda mais impressionante vindo de uma pequena fabricante italiana que ousou desafiar os gigantes de Modena.

Fontes