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McLaren F1 do Sultão de Brunei vai a leilão com lance esperado de R$ 118 milhões

Unidade com modificações raríssimas, autógrafo de Lewis Hamilton e histórico real deve ser arrematada em dezembro por cifras recordes.

Atualizada em 14 de setembro de 2026 às 17:07· 4 leituras
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LEILÃO HISTÓRICO

McLaren F1 do Sultão de Brunei vai a leilão por R$ 118 milhões

Chassi 014 com upgrades exclusivos e autógrafo de Hamilton chega a dezembro como o lote mais caro do mercado de supercarros clássicos.

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Um dos 64 McLaren F1 de rua já produzidos está prestes a se tornar o carro mais caro já leiloado em anos recentes. Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, o exemplar de chassi 014 — originalmente parte da lendária coleção do Sultão de Brunei — deve alcançar mais de US$ 21 milhões (cerca de R$ 118 milhões) quando for a leilão em dezembro. Ao contrário de outros carros do monarca que passaram décadas imobilizados em galpões climatizados, este ganhou uma segunda vida ao ser vendido e adquirido por David Clark, então diretor da McLaren Cars.

A trajetória do carro é tão rica quanto seu valor. O Jornal do Carro aponta que o F1 saiu de fábrica na cor Titanium Yellow, mas em 2006 retornou à McLaren para uma reforma profunda: foi repintado em Ibis White e recebeu o exclusivo High Downforce Kit, pacote aerodinâmico que inclui aerofólio traseiro fixo, para-choque dianteiro inspirado no GTR e respiros nos para-lamas similares aos do F1 LM. Apenas outros sete carros no mundo têm esse conjunto. O interior foi atualizado para o padrão LM, com escape revisado e rodas OZ Racing de cinco raios — um pacote de modificações que custou mais de US$ 500 mil (R$ 2,8 milhões).

Como se a procedência real e os upgrades exclusivos já não bastassem, a publicação destaca ainda um detalhe que eleva o apelo histórico do carro: em 2007, Lewis Hamilton autografou o exemplar durante sua temporada na Fórmula 1. Com pouco mais de 22 mil km rodados, o F1 pertence hoje a um colecionador dinamarquês e será leiloado ao lado do Gordon Murray T.50, considerado o sucessor espiritual do modelo britânico. Para o mercado de supercarros clássicos, que vive um ciclo de valorização acelerada, este lote duplo representa um evento sem precedentes.

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