McLaren McL 6GT: supercarro com câmbio manual e três pedais rompe com visual recente da marca
Conceito revelado na Monterey Car Week resgata o câmbio manual após mais de três décadas e abandona a linguagem visual do Artura, Senna e W1
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A McLaren escolheu a Monterey Car Week, na Califórnia, para revelar ao mundo seu mais novo conceito de supercarro. Segundo o UOL Carros, o modelo se chama McL 6GT e traz de volta algo que a fabricante britânica não oferecia há mais de três décadas: um câmbio manual de verdade — uma raridade no segmento de superesportivos modernos, dominado por transmissões de dupla embreagem.
A Quatro Rodas aponta que o McL 6GT será o primeiro McLaren com câmbio manual desde o lendário F1 de 1992, e que o conceito precede um modelo de produção previsto para 2028. Mecanicamente, a revista destaca que, mesmo com poucas informações técnicas reveladas, o carro conta com um motor V8 e tração exclusivamente traseira.
De acordo com o UOL Carros, o projeto busca inspiração direta no M6GT original, carro concebido por Bruce McLaren, fundador da marca. A homenagem vai além do nome: a proposta é recuperar o envolvimento físico com a condução que as transmissões automáticas de alta performance acabaram relegando a segundo plano nas últimas décadas.
O McL 6GT também representa uma ruptura estética deliberada com a produção recente da marca. Segundo o Notícias Automotivas, o conceito abandona completamente a linguagem visual adotada nos modelos contemporâneos da McLaren — como o Artura, o Senna e o W1 — em favor de um desenho que olha para o passado da marca para projetar seu futuro.
A Quatro Rodas ressalta que a McLaren quer ir além da caixa manual para criar uma experiência de condução tátil, analógica e mecânica. Para isso, o carro também adota direção hidráulica, comandos táteis e detalhes de engenharia propositalmente expostos à vista do motorista. "O McLaren McL 6GT imagina o que nosso fundador inspirador desejava realizar, mas com seis décadas adicionais de inovação e paixão entrelaçadas em cada elemento, criando um ícone moderno de conexão com o motorista. Ele simboliza o futuro ousado, provocativo e extremamente empolgante que estamos nos preparando para concretizar", afirmou Nick Collins, CEO da McLaren, segundo a Quatro Rodas.
No desenho, a Quatro Rodas descreve uma carroceria em fibra de carbono que reinterpreta as superfícies dos carros de corrida dos anos 1960, com referências diretas às linhas do M6GT de 1969. A postura é larga, com a frente baixa e alongada. Na coluna traseira, aparece o emblema "Racing Loop", inspirado nas lanternas originais do M6GT, enquanto a assinatura de Bruce McLaren adorna o compartimento do motor. O "Speedy Kiwi" — primeiro ícone derivado do logotipo original da McLaren — aparece gravado na tampa do tanque, em mais uma homenagem ao fundador neozelandês da marca.
Por dentro, a Quatro Rodas observa que a McLaren divulgou apenas imagens parciais do interior, mas já é possível notar comandos em alumínio usinado, fibra de carbono aparente e parafusos à mostra por todo o habitáculo. A alavanca de câmbio, vazada, incorpora um desenho tridimensional do "Speedy Kiwi". Os três pedais são em alumínio, com o acelerador em destaque: maior que os demais e com coloração alaranjada.
Ainda na fase de conceito, o UOL Carros destaca que a iniciativa representa uma virada de postura da McLaren, que historicamente apostou em câmbios sequenciais e de dupla embreagem para maximizar desempenho. Trazer o manual de volta é, antes de tudo, uma declaração sobre o prazer de dirigir.
Fontes
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