Direção sem coluna mecânica: o steer-by-wire chega aos carros de série a partir de 2027
Tecnologia que substitui a barra de aço por cabos e sensores promete mudar a forma de dirigir e o design interno dos carros.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A coluna de direção mecânica, peça presente em praticamente todos os carros desde o início da indústria automobilística, está com os dias contados. Segundo a Quatro Rodas, fabricantes como Peugeot, Mercedes-Benz e Nio já estão substituindo essa barra metálica por cabos de dados e sensores — o chamado sistema steer-by-wire, ou direção por fio. O marco comercial mais concreto dessa transição, aponta a publicação, será a plataforma STLA One da Stellantis, prevista para ganhar volume de produção em 2027.
A Quatro Rodas explica que a principal vantagem da tecnologia é a relação de esterçamento totalmente configurável por software. Em manobras urbanas e de estacionamento, o sistema reduz drasticamente o ângulo necessário no volante — no conceito Peugeot RCZ Vision e no comando Hypersquare destinado aos futuros compactos da Stellantis, a rotação máxima é de apenas 170° para cada lado, permitindo virar as rodas de batente a batente sem soltar as mãos. Já em altas velocidades, o computador aumenta a resistência e exige mais ângulo, evitando correções bruscas que possam comprometer a trajetória. A revista ainda destaca que o sistema filtra mais de 80% das vibrações indesejadas do asfalto sem eliminar o feedback do pneu para o motorista.
Para garantir que o condutor não sinta que está operando um videogame sem resposta, a Quatro Rodas detalha que o sistema funciona em dois módulos independentes: um no próprio volante, responsável por simular o peso e a resistência da estrada via motores elétricos, e outro na cremalheira inferior, que efetivamente comanda o ângulo das rodas a partir de sinais digitais. A segurança é garantida por redundância eletrônica — cabos, fontes de energia e motores operam duplicados, e qualquer falha crítica é assumida pelo circuito reserva em milissegundos.
Além da experiência de condução, a Quatro Rodas ressalta o impacto no design interior dos veículos: sem a obrigação de acomodar uma barra de aço cruzando o painel, os estúdios ganham liberdade para rebaixar a linha frontal, ampliar a visibilidade e criar novos formatos de volante — incluindo os modelos retráteis já previstos para as próximas gerações de carros com condução autônoma.
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