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Dono de BYD Dolphin Mini paga R$ 2.515 por semieixos que deveriam estar na garantia

Motorista de aplicativo de Ponta Grossa (PR) teve dois semieixos substituídos com custo próprio mesmo com o carro dentro do prazo de cobertura previsto no manual mais recente da montadora.

Atualizada em 1 de julho de 2026 às 09:09· 18 leituras
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GARANTIA & CONSUMIDOR

Dono de Dolphin Mini paga R$ 2.515 por semieixos que deveriam ser cobertos

Motorista de aplicativo questiona BYD após dois reparos negados dentro do prazo de garantia.

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Um motorista de aplicativo de Ponta Grossa (PR) está em rota de colisão com a BYD após ter desembolsado R$ 2.515,84 para trocar os dois semieixos dianteiros do seu Dolphin Mini — um carro com apenas 87.000 km rodados e, segundo ele, ainda dentro da garantia. A Quatro Rodas aponta que Jonathan Machado de Souza registrou falha no semieixo do lado do passageiro em 18 de maio de 2026, pagando R$ 1.285,77 pelo reparo, e que três dias depois o semieixo oposto também cedeu, gerando mais R$ 1.230,07 em despesas. Ambos os serviços foram realizados na concessionária BYD Servopa, na mesma cidade.

O centro da disputa está em uma divergência entre versões do manual do veículo, conforme identificou o próprio consumidor. Segundo a Quatro Rodas, o manual físico entregue com o carro (edição de abril de 2025) e o manual digital disponível no site da BYD (edição de janeiro de 2026) apresentam coberturas distintas: a versão mais recente prevê garantia de 24 meses ou 100.000 km especificamente para o Dolphin Mini. A concessionária teria negado o primeiro reparo alegando limite de 60.000 km — referência presente no documento desatualizado. A Quatro Rodas informa ainda que um atendente do SAC da montadora confirmou por telefone ao proprietário que a versão mais recente do manual é a aplicável ao veículo.

A BYD, questionada pela Quatro Rodas, não reconhece defeito de fabricação em nenhum dos dois casos. Para o primeiro semieixo, a montadora afirma que a coifa de borracha responsável por selar a junta homocinética teria sofrido avarias, permitindo a entrada de água e areia — caracterizando, segundo a empresa, dano por agente externo. Já para o segundo componente, a BYD alega que o conjunto sofreu impactos na roda e na suspensão, também atribuídos a fatores externos, o que excluiria a cobertura em ambos os casos.

Insatisfeito com as justificativas, Souza registrou queixa no Procon de Ponta Grossa e tem reunião marcada para o final de junho com representantes do órgão. De acordo com a Quatro Rodas, o consumidor exige esclarecimento sobre o prazo de garantia aplicável, laudo técnico detalhado, enquadramento correto das peças e reembolso integral dos valores pagos. A BYD já enviou resposta formal ao Procon, mas o desfecho do caso ainda depende da audiência e de eventual análise independente dos componentes substituídos.

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