Eletropostos em condomínios sem obra cara: tecnologia redistribui energia existente e viabiliza recarga coletiva
Soluções inteligentes de gerenciamento de carga chegam ao mercado brasileiro para eliminar o principal obstáculo à instalação de carregadores em garagens residenciais.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A chegada dos carros elétricos às garagens brasileiras trouxe um problema concreto para síndicos e moradores: a infraestrutura elétrica da maioria dos condomínios simplesmente não foi projetada para carregar vários veículos ao mesmo tempo. Segundo a Quatro Rodas, ampliar essa capacidade normalmente exige investimentos elevados — mas novas soluções tecnológicas prometem contornar esse gargalo sem grandes obras.
A Quatro Rodas destaca a tecnologia Maestro, desenvolvida pela franqueadora de eletropostos Tcharge em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com apoio da Embrapii e do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear). O sistema funciona como um controlador inteligente que monitora a rede em tempo real e redistribui a potência disponível entre os carregadores conectados, impedindo sobrecargas e evitando multas por ultrapassagem da demanda contratada. De acordo com a publicação, se dez veículos se conectam simultaneamente a carregadores de 22 kW e isso superar o limite da instalação, o Maestro identifica o problema instantaneamente e ajusta a distribuição. O equipamento é compatível com carregadores AC e DC e custa a partir de R$ 12.000, com instalação possível em menos de uma semana na maioria dos locais.
A Quatro Rodas aponta ainda que o CEO da Tcharge, Edgar Tavares, afirma que condomínios que adotam a solução registram valorização imobiliária entre 5% e 7%. O sistema atende tanto garagens individuais — com carregadores AC de 7 kW, 11 kW ou 22 kW — quanto garagens compartilhadas, onde carregadores DC de 40 kW ou mais podem ser instalados para recarga mais rápida.
Outra frente abordada pela Quatro Rodas envolve o modelo de negócio da NeoCharge, empresa que elimina o custo inicial para o condomínio ao realizar ela própria a análise de viabilidade técnica, fornecer os equipamentos, executar a infraestrutura e operar as estações de recarga. Vale lembrar que, no estado de São Paulo, já existe legislação que obriga condomínios a permitirem a recarga de elétricos, o que tende a acelerar a adoção dessas tecnologias em todo o país.
Fontes
Notícias relacionadas
ElétricosVolvo testa escavadeira elétrica de 50 toneladas em pedreiras e túneis antes do lançamento comercial em 2027
Máquina de grande porte passa por validação em condições reais de trabalho pesado na Europa.
ElétricosChevrolet Joy elétrico pode ser fabricado no Brasil
Hatch de entrada da GM, desenvolvido na China, é candidato à produção nacional no Ceará.
ElétricosZeekr 7X atinge marca de 200 mil unidades produzidas e acelera expansão global
SUV elétrico chinês lidera vendas em cinco mercados e consolida a Zeekr como força crescente no segmento premium de elétricos.
ElétricosElétricos usados já aparecem por R$ 61 mil no Brasil e ampliam acesso à mobilidade elétrica
Crescimento do mercado secundário de EVs abre caminho para consumidores que não conseguem arcar com os preços dos modelos zero-quilômetro.
ElétricosGeely lança sedã elétrico de quase 5 metros por menos de R$ 100 mil na China
O Galaxy TT chega ao mercado chinês com preço de compacto e dimensões de executivo, desafiando a lógica do segmento elétrico.
ElétricosID.Polo acumula 30 mil pedidos na Europa e deixa compradores esperando até 10 meses
Demanda pelo hatch elétrico da Volkswagen supera a capacidade de produção e cria fila de espera inédita para o modelo.

