EREVs chineses crescem em autonomia elétrica e mais de 90% dos donos dispensam o motor a combustão no dia a dia
Fabricantes da China estão equipando seus híbridos de autonomia estendida com baterias cada vez maiores, tornando o gerador a gasolina quase desnecessário para a maioria dos usuários.
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O conceito de híbrido com autonomia estendida — conhecido pela sigla EREV — está passando por uma transformação silenciosa na China. Segundo o Notícias Automotivas, os fabricantes chineses vêm aumentando sistematicamente a capacidade das baterias desses veículos, ao ponto de mais de 90% dos proprietários relatarem que praticamente nunca acionam o motor a combustão embutido no carro. O gerador, que deveria ser o grande diferencial da tecnologia, virou peça de reserva para a maioria dos donos.
A lógica original dos EREVs era simples: oferecer a eficiência de um elétrico para o uso urbano e eliminar a ansiedade de autonomia nas viagens longas com um pequeno motor a gasolina funcionando como gerador. Mas, conforme aponta o Notícias Automotivas, as montadoras chinesas perceberam que, ao ampliar os pacotes de bateria para 100 kWh ou mais, conseguem entregar autonomias puramente elétricas superiores a 300 km — suficientes para cobrir o deslocamento semanal da esmagadora maioria dos motoristas sem tocar uma gota de combustível.
Essa estratégia coloca os EREVs em rota de colisão direta com os veículos 100% elétricos, mas com uma vantagem psicológica importante: o motor a gasolina ainda está lá, como uma rede de segurança. De acordo com o Notícias Automotivas, esse argumento tem se mostrado decisivo para consumidores que ainda hesitam em migrar para um elétrico puro, especialmente em regiões com infraestrutura de recarga menos desenvolvida. O resultado é um produto que, na prática, se comporta como elétrico, mas se vende com a tranquilidade de um híbrido.
O movimento chinês levanta uma questão relevante para o mercado global: se a bateria já resolve a maior parte das necessidades do motorista, qual é o futuro do próprio conceito de EREV? O Notícias Automotivas sugere que a tendência é de baterias cada vez maiores e motores a combustão cada vez menores e mais simples, até que a linha entre EREV e elétrico puro se torne quase imperceptível — exceto no preço e na flexibilidade oferecida ao comprador.
Fontes
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