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Bateria de elétrico usado: hodômetro não basta — e estudo com 10 mil testes mostra por quê

Pesquisa sueca de grande escala e dados do mercado apontam que o estado de saúde da bateria é o indicador que realmente importa na hora de comprar um EV seminovo — e algumas marcas se destacam nesse quesito.

Atualizada em 22 de julho de 2026 às 09:06· 3 fontes· 39 leituras
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BATERIAS & USADOS

Hodômetro não basta para avaliar a bateria de um elétrico usado

Estudo com quase 10 mil testes revela o que realmente importa na hora de comprar um EV de segunda mão.

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Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria

Comprar um carro elétrico usado ainda gera dúvidas em muitos consumidores, e a principal delas é saber em que estado está a bateria. Segundo o InsideEVs Brasil, um estudo sueco de grande escala analisou quase 10 mil testes de degradação em veículos elétricos e chegou a uma conclusão que deve mudar a forma como o mercado de usados avalia esses carros: o hodômetro, por si só, é um indicador insuficiente para medir o envelhecimento real de um EV.

A pesquisa também trouxe um dado animador para quem considera comprar um elétrico com mais rodagem: conforme aponta o InsideEVs Brasil, dois dos veículos analisados mantiveram mais de 97% da capacidade original da bateria mesmo após 100.000 km rodados — um resultado que desafia a percepção popular de que baterias se degradam rapidamente com o uso.

Essa percepção vem mudando também entre os próprios consumidores. De acordo com o Notícias Automotivas, a durabilidade das baterias deixou de ser o principal motivo de preocupação entre compradores de EVs, sinal de que o mercado começa a amadurecer e a encarar a tecnologia com menos desconfiança.

O portal ainda destaca quais marcas apresentam o menor desgaste de bateria depois de 100.000 km rodados, dado relevante para quem está de olho no mercado de seminovos elétricos. Esse tipo de recorte por fabricante permite ao comprador comparar não apenas preço e equipamentos, mas também a longevidade esperada do componente mais caro do veículo.

Ainda assim, o InsideEVs Brasil ressalta que a quilometragem tem correlação com a perda de capacidade, mas não conta a história completa. Dois veículos com a mesma distância percorrida podem apresentar níveis de degradação completamente diferentes, dependendo de fatores como hábitos de recarga, exposição a temperaturas extremas e frequência de uso de carregamento rápido. Ou seja, o histórico de uso importa tanto quanto os números no painel.

O levantamento reforça a necessidade de ferramentas de diagnóstico específicas para baterias na hora de avaliar um elétrico no mercado secundário. Conforme aponta o InsideEVs Brasil, a análise do estado de saúde da bateria — o chamado SoH (State of Health) — é o dado que realmente deveria guiar a negociação de um usado elétrico, e não apenas a leitura do odômetro. Para o comprador, isso significa exigir esse tipo de laudo antes de fechar qualquer negócio — e, sempre que possível, cruzar essa informação com o histórico da marca em termos de durabilidade de células.

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