Bateria de elétrico usado: hodômetro não basta — e estudo com 10 mil testes mostra por quê
Pesquisa sueca de grande escala e dados do mercado apontam que o estado de saúde da bateria é o indicador que realmente importa na hora de comprar um EV seminovo — e algumas marcas se destacam nesse quesito.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Comprar um carro elétrico usado ainda gera dúvidas em muitos consumidores, e a principal delas é saber em que estado está a bateria. Segundo o InsideEVs Brasil, um estudo sueco de grande escala analisou quase 10 mil testes de degradação em veículos elétricos e chegou a uma conclusão que deve mudar a forma como o mercado de usados avalia esses carros: o hodômetro, por si só, é um indicador insuficiente para medir o envelhecimento real de um EV.
A pesquisa também trouxe um dado animador para quem considera comprar um elétrico com mais rodagem: conforme aponta o InsideEVs Brasil, dois dos veículos analisados mantiveram mais de 97% da capacidade original da bateria mesmo após 100.000 km rodados — um resultado que desafia a percepção popular de que baterias se degradam rapidamente com o uso.
Essa percepção vem mudando também entre os próprios consumidores. De acordo com o Notícias Automotivas, a durabilidade das baterias deixou de ser o principal motivo de preocupação entre compradores de EVs, sinal de que o mercado começa a amadurecer e a encarar a tecnologia com menos desconfiança.
O portal ainda destaca quais marcas apresentam o menor desgaste de bateria depois de 100.000 km rodados, dado relevante para quem está de olho no mercado de seminovos elétricos. Esse tipo de recorte por fabricante permite ao comprador comparar não apenas preço e equipamentos, mas também a longevidade esperada do componente mais caro do veículo.
Ainda assim, o InsideEVs Brasil ressalta que a quilometragem tem correlação com a perda de capacidade, mas não conta a história completa. Dois veículos com a mesma distância percorrida podem apresentar níveis de degradação completamente diferentes, dependendo de fatores como hábitos de recarga, exposição a temperaturas extremas e frequência de uso de carregamento rápido. Ou seja, o histórico de uso importa tanto quanto os números no painel.
O levantamento reforça a necessidade de ferramentas de diagnóstico específicas para baterias na hora de avaliar um elétrico no mercado secundário. Conforme aponta o InsideEVs Brasil, a análise do estado de saúde da bateria — o chamado SoH (State of Health) — é o dado que realmente deveria guiar a negociação de um usado elétrico, e não apenas a leitura do odômetro. Para o comprador, isso significa exigir esse tipo de laudo antes de fechar qualquer negócio — e, sempre que possível, cruzar essa informação com o histórico da marca em termos de durabilidade de células.
Fontes
Notícias relacionadas
ElétricosChevrolet Joy elétrico pode ser fabricado no Brasil
Hatch de entrada da GM, desenvolvido na China, é candidato à produção nacional no Ceará.
ElétricosZeekr 7X atinge marca de 200 mil unidades produzidas e acelera expansão global
SUV elétrico chinês lidera vendas em cinco mercados e consolida a Zeekr como força crescente no segmento premium de elétricos.
ElétricosElétricos usados já aparecem por R$ 61 mil no Brasil e ampliam acesso à mobilidade elétrica
Crescimento do mercado secundário de EVs abre caminho para consumidores que não conseguem arcar com os preços dos modelos zero-quilômetro.
ElétricosGeely lança sedã elétrico de quase 5 metros por menos de R$ 100 mil na China
O Galaxy TT chega ao mercado chinês com preço de compacto e dimensões de executivo, desafiando a lógica do segmento elétrico.
ElétricosID.Polo acumula 30 mil pedidos na Europa e deixa compradores esperando até 10 meses
Demanda pelo hatch elétrico da Volkswagen supera a capacidade de produção e cria fila de espera inédita para o modelo.
ElétricosFord Bronco elétrico fabricado na China é flagrado em testes no Brasil
SUV de mais de 5 metros chega ao Centro de Desenvolvimento de Tatuí com versão de autonomia estendida que promete 1.220 km.

