Ferrari Luce esgota produção de 2026 e fila de espera já chega a 2027
Ceticismo nas redes sociais não freou a demanda: primeiro elétrico da Ferrari teve todas as cotas reservadas antes mesmo das primeiras entregas, com pedidos na China já sendo programados para além do ano que vem.
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O ceticismo de parte dos fãs tradicionais da Ferrari em relação ao primeiro elétrico da marca, o Luce, encontrou uma resposta contundente no mercado: segundo o Notícias Automotivas, toda a cota de unidades prevista para o ano foi vendida antes mesmo de o modelo chegar às mãos dos primeiros compradores.
O ritmo dessa demanda, no entanto, é ainda mais revelador do que o simples esgotamento. Conforme aponta o InsideEVs Brasil, a produção planejada para 2026 foi inteiramente preenchida em menos de dois meses após o lançamento — e a fila de espera já se estende até 2027. A mesma fonte acrescenta que o fenômeno não se limita aos mercados ocidentais: relatos da imprensa internacional e chinesa indicam que novos pedidos feitos na China já estão sendo programados para além de 2027, o que amplia a dimensão global do interesse pelo modelo.
O fenômeno evidencia uma divisão conhecida no universo automotivo: enquanto entusiastas nas redes sociais debatem se um Ferrari sem motor a combustão faz sentido, os compradores de alta renda que efetivamente movimentam esse segmento não demonstraram hesitação. De acordo com o Notícias Automotivas, a demanda antecipada superou as expectativas da própria montadora italiana.
O Luce representa uma aposta estratégica da Ferrari na eletrificação sem abrir mão do posicionamento de exclusividade. Conforme aponta o Notícias Automotivas, o esgotamento rápido das cotas reforça que a escassez programada — marca registrada da empresa de Maranello — continua sendo um dos principais motores de desejo entre o público ultra-premium, independentemente da tecnologia embarcada.
O episódio também acende um debate mais amplo sobre o peso real da opinião dos chamados 'haters' digitais nas decisões de compra desse nicho. Para quem tem dinheiro para garar um Ferrari elétrico, o barulho das redes sociais parece não fazer diferença alguma.

