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Gaúcho compra 30 anos depois o Ford Galaxie que admirava na infância e que ficou décadas parado num estacionamento

Tiago Pacheco reconheceu o clássico de 1971 num prédio de Novo Hamburgo e, após anos tentando negociar, finalmente levou o carro para casa em 2021.

Atualizada em 23 de outubro de 2026 às 09:14· 2 leituras
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CLÁSSICO RESGATADO

O Galaxie que ficou 40 anos parado num estacionamento

Gaúcho reconheceu o carro da infância no 9º andar de um prédio e, anos depois, finalmente o levou para casa.

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Segundo a Autoesporte, um Ford Galaxie 500 fabricado em 1971 passou décadas esquecido no nono andar de um estacionamento em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre — e foi justamente esse longo abandono que tornou a história de seu resgate ainda mais improvável. O dono do veículo hoje é Tiago Fabiano Corrêa Pacheco, 46 anos, que conhecia o carro desde criança: aos 11 ou 12 anos, nos anos 1990, ele passava pelo estacionamento no trajeto entre a escola e sua casa e parava os olhos no Galaxie estacionado ali desde 1981.

A Autoesporte conta que o reencontro aconteceu por acaso, durante uma visita a outro estacionamento com o sogro. Tiago avistou o carro um andar acima e o reconheceu imediatamente. "Esse carro é o carro que eu via no colégio. Vamos tentar comprar", ele disse na ocasião, segundo a reportagem. A negociação, porém, não foi simples: a família proprietária recusou a oferta inicialmente, e só fechou o negócio anos depois, quando o herdeiro procurou o próprio sogro de Tiago para propor a venda. O Galaxie foi comprado em 2021.

A retirada do veículo do nono andar virou uma operação à parte, de acordo com a Autoesporte. Sem freios e com o motor inoperante, o carro precisou ser descido pela rampa em caracol com o auxílio de amigos e de um jipe 4x4 posicionado para segurar o Galaxie em caso de emergência. "Deu tudo certo, descemos de primeira, mas foi uma grande festa a retirada do carro", contou Tiago à publicação. Dentro do veículo, ele encontrou um jornal datado de 10 de outubro de 1988 — usado antigamente para absorver umidade sob o tapete — e outro papel de 2004, que indica quando o carro foi transferido para o prédio onde ficou até ser resgatado.

Após revisão do sistema de freios, rolamentos, bomba d'água, radiador, carburação e alternador, o Galaxie aguarda apenas a etapa de pintura, conforme a Autoesporte. O motor, segundo Tiago, não precisou de intervenção. O proprietário pretende levar o clássico a eventos e exposições: "Quero terminar ele e depois vou seguir usando, quero fazer mais história com ele", afirmou.

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