GWM Tank 400 flex chega ao Brasil para enfrentar o Toyota SW4 com mais tamanho e tecnologia
SUV de sete lugares é maior que o SW4 em todas as dimensões, aposta em acabamento premium e deve chegar às concessionárias ainda em 2025
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A GWM está prestes a ampliar sua família Tank no Brasil. Segundo a Quatro Rodas, o Tank 400 flex foi exibido durante o dia de imprensa do Festival Interlagos e deve chegar às concessionárias ainda antes do fim do ano, com lançamento oficial previsto para 2026. O modelo ocupa uma posição acima do Tank 300 já vendido por aqui e mira diretamente o Toyota SW4 como principal concorrente no segmento de utilitários esportivos com capacidade off-road.
Ao contrário do Tank 300 e do Haval H9, o Tank 400 abre mão do visual totalmente quadrado. Segundo a Autoesporte, suas linhas são mais suaves e aproximam o modelo da proposta adotada pela Toyota — há elementos visuais que lembram o SW4, como a linha lateral que sobe ao chegar ao fim das portas traseiras e a grade frontal integrada aos faróis posicionados mais acima. Um detalhe que diferencia os dois, aponta a Autoesporte, é o porta-malas que abre lateralmente com o estepe preso à tampa — elemento que mantém a identidade da família Tank.
Em termos de tamanho, a Quatro Rodas informa que o Tank 400 é consideravelmente maior que seu irmão menor: são 4,98 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,90 m de altura e entre-eixos de 2,85 m, contra os 4,76 m, 1,93 m, 1,90 m e 2,75 m do Tank 300. A vantagem sobre o rival japonês também é expressiva: a Autoesporte aponta que o Tank 400 supera o SW4 em todas as dimensões, sendo 19 centímetros mais longo (4,98 m contra 4,79 m), 10 centímetros mais largo (1,95 m contra 1,85 m), 7 centímetros mais alto (1,90 m contra 1,83 m) e com entre-eixos 11 centímetros maior (2,85 m contra 2,74 m).
No interior, a comparação com o SW4 perde força rapidamente, segundo a Autoesporte: enquanto o Toyota é mais prático e menos requintado, o Tank 400 aposta em materiais mais macios ao toque, acabamento com cores menos contrastantes e lista de equipamentos mais ampla. A Quatro Rodas destaca painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, mas a Autoesporte corrige o tamanho da central multimídia para 16,3 polegadas — e não 15,6 polegadas como indicado anteriormente —, posicionada acima do console central. Para efeito de comparação, a Autoesporte lembra que o SW4 ainda utiliza quadro de instrumentos analógico e multimídia de apenas 9 polegadas. O modelo brasileiro também traz dois carregadores de celular por indução e, diferentemente da versão chinesa, câmbio acionado exclusivamente pela coluna de direção.
A GWM ainda não detalhou as especificações técnicas da versão flex para o Brasil. A Quatro Rodas aponta que, fora do país, o Tank 400 é comercializado como PHEV com motor 2.0, câmbio de nove velocidades, 413 cv e 76,4 kgfm de torque, indo de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos, com tração integral e bateria de 37,1 kWh para até 110 km de autonomia elétrica (ciclo WLTC). Já a Autoesporte observa que, em outros mercados, o modelo pode ser equipado com o mesmo conjunto mecânico do Tank 300 vendido no Brasil — um híbrido plug-in com potência combinada de 394 cv, torque de 76,4 kgfm, bateria de 37 kWh e autonomia elétrica de 74 km, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Versões e especificações definitivas para o mercado local devem ser reveladas em momento mais próximo da estreia, segundo a Quatro Rodas.
O conjunto reforça o posicionamento premium do modelo dentro do portfólio da GWM no país — uma aposta da marca chinesa em um nicho ainda dominado por poucos players no Brasil.
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