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Hennessey Blackbird: V8 aspirado de 862 cv, câmbio manual e zero eletrificação

Fabricante texana aposta em purismo mecânico extremo para desafiar hipercarros híbridos europeus com apenas 71 unidades a partir de US$ 2,5 milhões.

Atualizada em 16 de agosto de 2026 às 11:02· 13 leituras
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V8 862 cv, câmbio manual e zero eletrificação

O Hennessey Blackbird desafia hipercarros híbridos europeus com purismo mecânico extremo.

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A Hennessey acaba de revelar o Blackbird, um hipercarro que vai na contramão do segmento: sem baterias, sem turbocompressores e sem telas no painel. Segundo a Quatro Rodas, o esportivo texano usa um motor V8 6.2 naturalmente aspirado, desenvolvido em parceria com a Ilmor Engineering, capaz de gerar 862 cv em regimes acima de 9.000 rpm. A força chega exclusivamente às rodas traseiras por meio de um câmbio manual de seis marchas com trilhos expostos — uma combinação cada vez mais rara entre os superesportivos modernos.

A Quatro Rodas aponta que a decisão de abrir mão dos turbocompressores foi intencional: a marca aceitou entregar menos potência bruta do que seu antecessor, o Venom F5, em troca de maior linearidade na resposta ao acelerador. O resultado prático, segundo os dados fornecidos pela própria Hennessey, é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima de 354 km/h. Para manter a agilidade, a estrutura monocoque e a carroceria são inteiramente em fibra de carbono, mantendo o peso abaixo de 1.360 kg.

Dentro do habitáculo, o purismo se repete. A Quatro Rodas descreve uma cabine sem multimídia, sem painel digital e sem comandos touch: apenas botões analógicos, uma chave física e um conta-giros central de destaque. A navegação fica por conta do celular do motorista, guardado em um compartimento próprio no painel — solução que a fabricante justifica como forma de evitar o envelhecimento visual causado pela obsolescência das telas. Do lado de fora, barbatanas traseiras sobem automaticamente a 114 km/h em um ângulo de 71 graus, em referência direta ao caça militar Lockheed SR-71 Blackbird, de quem o carro herda o nome.

O preço e a exclusividade estão à altura da proposta. De acordo com a Quatro Rodas, serão produzidas apenas 71 unidades, com entregas previstas para 2029, a partir de US$ 2,5 milhões — o equivalente a cerca de R$ 13,7 milhões na conversão direta, ou mais de dez unidades do Porsche 911 GT3 no mercado brasileiro.

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