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Jeep Avenger entra em produção em Porto Real com tecnologia híbrida leve e promessa de 1.250 novos empregos

SUV compacto marca a estreia de plataforma eletrificada na fábrica fluminense, chega abaixo do Renegade no portfólio e mira a briga acirrada no segmento de B-SUVs

Atualizada em 14 de julho de 2026 às 09:07· 7 fontes· 75 leituras
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PRODUÇÃO NACIONAL

Jeep Avenger sai da fábrica com tecnologia híbrida

SUV compacto estreia sistema MHEV 12V em Porto Real e abre novo ciclo eletrificado da Stellantis no Brasil.

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A Stellantis deu a largada para a fabricação em série do Jeep Avenger na unidade de Porto Real, no sul fluminense, em evento que também marcou os 25 anos do Polo Automotivo. Segundo a Autoesporte, o SUV compacto é o primeiro modelo produzido na planta com sistema híbrido leve de 12 volts — tecnologia que usa uma pequena bateria para auxiliar o motor a combustão em partidas e retomadas, reduzindo consumo e emissões, mas sem permitir marcha exclusivamente elétrica.

O Notícias Automotivas destaca que a chegada do Avenger eleva o peso estratégico de Porto Real dentro da Stellantis: a fábrica passa a abrigar um SUV de alcance global em sua linha de produção, o que reposiciona a unidade fluminense no mapa industrial do grupo. A denominação oficial da tecnologia embarcada no modelo é Bio-Hybrid MHEV 12V — nomenclatura adotada pela Stellantis para o sistema híbrido leve produzido nacionalmente.

Conforme aponta o UOL Carros, o Avenger é o novo modelo de entrada da Jeep no Brasil e ocupará uma posição inédita no portfólio nacional da marca, ficando abaixo do Renegade na hierarquia — inclusive em faixa de preço, segundo a mesma publicação —, o que o coloca diretamente na briga pelo segmento de B-SUVs em franca expansão no país. O veículo foi apresentado na Europa em 2022, mas chega ao mercado brasileiro apenas agora e com diversas simplificações em relação à versão do Velho Continente, segundo o UOL Carros. A Quatro Rodas lembra que o modelo vai disputar espaço com Fiat Pulse, VW Taigun, Renault Kardian e Chevrolet Tracker, entre outros.

A Quatro Rodas aponta que o lançamento comercial está marcado para agosto, e que o Avenger carrega uma distinção histórica para a fábrica fluminense: é o primeiro modelo produzido em Porto Real que nunca passou pela extinta PSA — grupo que reunia Peugeot e Citroën antes da fusão que originou a Stellantis. Vale lembrar que a própria fábrica foi inaugurada pelo grupo PSA há 25 anos, conforme reforça o UOL Carros, e atualmente também fabrica os Citroën C3, Basalt e AirCross.

De acordo com a Autoesporte, o modelo chega equipado com motor 1.0 turbo flex acoplado ao sistema MHEV 12V e representa a estreia de uma nova plataforma de veículos eletrificados da Stellantis no Brasil. A Quatro Rodas confirma que o sistema híbrido leve estará presente em todas as versões — o mesmo conjunto já utilizado nos Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208 e Peugeot 2008.

Há, porém, uma diferença relevante em relação aos "primos" de plataforma. Segundo a Quatro Rodas, enquanto os demais modelos com esse conjunto entregam 130 cv, o Avenger estreará com 116 cv — uma calibração deliberada para se enquadrar na faixa de menor incidência de IPI prevista nas regras do programa Mover, do governo federal, que usa justamente 116 cv como teto para uma alíquota mais favorável. A revista aponta que esse novo ajuste de potência deve chegar em breve aos modelos "primos". O torque, no entanto, será mantido em 20,4 kgfm — daí a denominação T200 MHEV, em que o número representa o torque —, e o câmbio seguirá sendo o automático CVT já conhecido na família.

Não por acaso, o UOL Carros ressalta que a Jeep é uma das marcas que mais perdeu mercado com a chegada das montadoras chinesas ao Brasil, o que torna o Avenger uma peça central na estratégia da marca para reconquistar espaço no segmento de utilitários compactos, onde o crescimento foi de quase 80% no país. A mesma publicação reforça que o início da produção em Porto Real representa um marco simbólico tanto para a marca quanto para a unidade fluminense, que completa um quarto de século em operação.

O projeto integra um pacote de R$ 3 bilhões destinado à modernização da fábrica até 2030, que por sua vez faz parte de um plano maior de R$ 32 bilhões para toda a América do Sul, conforme a Autoesporte. Para dar conta do volume de produção, a montadora implantou um segundo turno na fábrica. A Autoesporte aponta que a medida deve criar 800 empregos diretos na planta e mais 450 vagas entre fornecedores. Além disso, oito novos fornecedores serão instalados no complexo, elevando para 13 o total de empresas do setor concentradas no polo — o que, segundo a Stellantis, reduzirá a dependência de peças vindas de outras regiões e fortalecerá a cadeia automotiva do Rio de Janeiro.

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