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Jensen Interceptor ressurge como esportivo de pista com V8 de até 1.217 cv

Marca britânica esquecida aposta em protótipo inédito voltado aos circuitos, com carroceria artesanal e potencial de servir de base para futuros modelos de rua

Atualizada em 10 de setembro de 2026 às 09:06· 2 fontes· 31 leituras
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ESPORTIVO DE PISTA

Jensen Interceptor ressurge com V8 superalimentado

Marca britânica histórica abandona a Chrysler e aposta em motor próprio para dominar os circuitos.

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Uma das marcas mais esquecidas da história automobilística britânica acaba de dar uma tacada ousada: a Jensen está de volta, e trouxe consigo um nome carregado de nostalgia — o Interceptor. Segundo o Notícias Automotivas, o modelo ressurge não como um grand tourer de estrada, papel que cumpriu nas décadas de 1960 e 1970, mas como um esportivo voltado ao uso em pista, com ambições de desempenho que poucos carros do mundo ousam ter.

A Quatro Rodas esclarece que o novo carro não é um restomod, mas sim um protótipo inédito batizado de Interceptor GTX — desenvolvido e fabricado artesanalmente no Reino Unido como ponto de partida para uma nova geração de veículos da Jensen International. A empresa, especializada até então na restauração e modernização de clássicos da marca, dá agora um salto para território completamente novo.

A ruptura com o passado vai além do visual. Conforme aponta o Notícias Automotivas, a Jensen cortou o histórico vínculo com a Chrysler — fornecedora dos motores V8 americanos que deram personalidade ao Interceptor original — e passou a adotar um propulsor V8 com compressor desenvolvido para a nova geração do carro. De acordo com a Quatro Rodas, o motor é um V8 6.8 que entrega 960 cv na configuração padrão, podendo chegar a até 1.217 cv na versão mais extrema, número que coloca o Interceptor em conversas com hipercars de marcas como Bugatti e Koenigsegg, como destaca o Notícias Automotivas. A tração é traseira, e o câmbio pode ser manual ou sequencial transaxle.

No campo da construção, a Quatro Rodas detalha que o GTX adota carroceria em alumínio feita à mão sobre um chassi também de alumínio, com asa traseira gigante em fibra de carbono. O design é inspirado nas proporções do Interceptor clássico, preservando elementos como grandes entradas de ar, capô marcado, faróis verticais e detalhes em preto brilhante. Na traseira, uma faixa única de lanternas vai de uma extremidade à outra, e a coluna C mantém o caimento característico do cupê original. Por dentro, segundo a Quatro Rodas, o protótipo apresentado conta com bancos em fibra de carbono com cintos de seis pontos, telas e controles voltados ao piloto e gaiola de proteção na área traseira.

A publicação também traça uma curiosidade histórica: para o público brasileiro, o Interceptor clássico poderia ser reconhecido pelo Brasinca 4200 GT, conhecido como Uirapuru — esportivo nacional que surgiu em 1964, dois anos antes do cupê inglês, e compartilhava com ele coincidências de estilo, como o capô longo com entrada de ar, os vidros laterais amplos e a vigia traseira generosa.

Ainda de acordo com o Notícias Automotivas, o projeto representa uma tentativa séria de reposicionar a Jensen como fabricante de nicho de alto desempenho, seguindo um caminho já trilhado por outras pequenas marcas britânicas, como Radical e BAC. O foco no circuito é uma escolha estratégica: elimina boa parte das exigências regulatórias de homologação para uso em vias públicas e permite explorar ao máximo o potencial mecânico do carro.

Mas o GTX não é um fim em si mesmo. A Quatro Rodas aponta que ele servirá de base para dois futuros modelos de rua: o GTR, um esportivo, e o Grand Touring, voltado ao segmento de luxo. Segundo a própria Jensen, cerca de 80% do design exterior do protótipo foi concebido para ser mantido na linha de veículos de produção.

O retorno da Jensen com um carro desse calibre é, no mínimo, surpreendente — e serve de lembrete de que o mercado de esportivos extremos de baixo volume segue aquecido e receptivo a apostas corajosas. Se a marca conseguirá transformar esse anúncio em presença real nas pistas, e depois nas ruas, é a pergunta que fica.

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