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Mesmo nome, outro carro: quanto custam as versões antigas e novas de modelos ressignificados no Brasil

Ford Maverick e Chevrolet Captiva são exemplos de nomes clássicos que voltaram ao mercado com propostas completamente diferentes das originais.

Atualizada em 18 de outubro de 2026 às 15:00· 4 leituras
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NOMES RESSIGNIFICADOS

Mesmo nome, outro carro: quanto custa cada versão do Maverick

O clássico dos anos 70 e a picape moderna têm o mesmo nome — mas propostas (e preços) completamente diferentes.

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Ressignificar nomes de sucesso virou estratégia recorrente entre as montadoras. Segundo a Quatro Rodas, o mercado brasileiro abriga hoje diversos exemplos de modelos clássicos que tiveram suas nomenclaturas reaproveitadas em veículos com propostas completamente distintas das originais — e os preços de cada "encarnação" revelam o quanto o mercado mudou.

O caso mais emblemático é o do Ford Maverick. A Quatro Rodas lembra que o Maverick original foi produzido no Brasil entre 1973 e 1979 nas versões cupê e sedã, equipado com motores V8 5.0 de 197 cv e seis cilindros 3.0 de 112 cv. Hoje, um exemplar bem conservado do Maverick GT pode ultrapassar R$ 200.000 no mercado de usados. Já a picape intermediária que herdou o nome em 2022 parte de R$ 209.900 nas concessionárias, segundo a publicação, com versões seminovas encontradas por volta de R$ 150.000 — e traz até motorização híbrida de 194 cv, combinando motor 1.5 a combustão com unidade elétrica.

A Chevrolet segue caminho parecido com o Captiva. A Quatro Rodas aponta que o SUV original chegou ao Brasil em 2008 com apelo familiar e preço na casa dos R$ 90.000, sendo vendido até 2017 com opções de motores que iam de um quatro cilindros 2.4 até um V6 3.6 de 261 cv. Agora, em 2025, a marca anunciou o retorno do nome Captiva em uma versão elétrica, mantendo a carroceria de utilitário esportivo, mas abandonando completamente a mecânica a combustão que definiu o modelo por quase uma década.

O fenômeno ilustra uma tendência clara da indústria: aproveitar o capital afetivo de nomes consagrados para dar familiaridade a produtos novos — sejam picapes, elétricos ou híbridos — que pouco têm em comum com os veículos que originalmente tornaram aquelas denominações conhecidas do público brasileiro.

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