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Nissan confirma saída do Sentra do Brasil e avalia sedã elétrico chinês como substituto

Montadora japonesa oficializou o fim da geração atual do sedã via nota à imprensa, enquanto o N7, desenvolvido com a Dongfeng, aparece como principal candidato a ocupar o espaço deixado pelo modelo

Atualizada em 9 de julho de 2026 às 09:09· 3 fontes· 33 leituras
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PORTFÓLIO NISSAN

Sentra pode sair do Brasil — e um elétrico chinês vem no lugar

Modelo importado do México há duas décadas pode deixar o mercado nacional em breve.

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A Nissan do Brasil confirmou oficialmente o que o mercado já suspeitava: o sedã Sentra está com os dias contados por aqui. Segundo a Quatro Rodas, a própria montadora enviou nota à redação da revista reconhecendo o encerramento do ciclo. "Como parte natural do ciclo de vida de qualquer veículo, a atual geração do Nissan Sentra está chegando ao fim de sua trajetória no Brasil", afirmou a marca. O modelo está no mercado nacional desde 2004 e sempre figurou como rival direto de Toyota Corolla e Honda Civic.

A informação havia sido antecipada pelo colunista Jorge Moraes, da CNN, citado pelo UOL Carros, que apontou que a montadora japonesa não deve encomendar novos lotes do sedã, atualmente importado do México. Ainda há unidades em estoque nas concessionárias e o carro segue disponível no configurador do site da Nissan no Brasil, mas a Quatro Rodas destaca que a saída é questão de tempo.

Os números de vendas ajudam a entender a decisão. A Quatro Rodas aponta que o Sentra registrou apenas 341 emplacamentos no Brasil entre janeiro e junho, resultado pífio diante dos 13.025 do Toyota Corolla e dos 8.205 do BYD King no mesmo período — isso com preços equivalentes aos dos rivais. Atualmente, o sedã é oferecido em duas versões: Advance CVT (R$ 174.490) e Exclusive CVT (R$ 178.990), equipadas com motor 2.0 aspirado a gasolina de 151 cv e câmbio automático Xtronic CVT, conforme detalha a Quatro Rodas.

O fim da geração atual também tem explicação logística: a Quatro Rodas lembra que o Sentra é importado do México, país onde a nova geração do modelo já está em produção. Apesar de o carro ter sido flagrado em testes no Brasil, a Nissan pode ter optado por não renovar a linha com a versão a combustão, abrindo caminho para uma virada elétrica no segmento.

Segundo apuração do UOL Carros com base na coluna de Jorge Moraes, a Nissan estaria avaliando substituir o Sentra por um sedã elétrico de procedência chinesa. A Quatro Rodas vai além e identifica o candidato: o Nissan N7, desenvolvido em parceria com a chinesa Dongfeng, que já foi flagrado em testes pelas ruas do país há meses. Além do N7, a revista aponta que o SUV NX8 e a Frontier Pro com mecânica híbrida plug-in — ambos também vindos da China — fazem parte do radar de renovação de portfólio da marca.

A Quatro Rodas observa que, mesmo sendo fabricados na China, esses modelos chegam com maior conteúdo tecnológico e potencial de preços mais competitivos, em segmentos onde a concorrência ainda não é tão acirrada. A estratégia refletiria um movimento mais amplo da indústria automotiva global, em que montadoras tradicionais recorrem a parceiros e fábricas chinesas para acelerar a eletrificação de seus portfólios a custos menores.

Sobre o futuro do segmento de sedãs médios em sua linha, a Nissan preferiu não se comprometer. "A Nissan não comenta especulações, mas, seguindo sua tradição de transparência, no momento oportuno, a empresa dará informações sobre sua estratégia de produtos", disse a marca em nota reproduzida pela Quatro Rodas. Até lá, o Sentra segue à venda enquanto o estoque durar — e a chegada do N7 permanece sem confirmação oficial.

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