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Petrobras encerra desconto e reajusta gasolina A, mas governo zera tributos para compensar

Movimentos simultâneos da estatal e do governo federal se neutralizam; preço médio da gasolina A cai para R$ 3,05 por litro às distribuidoras, e consumidor deve pagar R$ 0,19 menos no litro

Atualizada em 10 de setembro de 2026 às 11:04· 2 fontes· 24 leituras
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COMBUSTÍVEIS & PREÇOS

Petrobras sobe gasolina R$ 0,63, mas imposto cai e preço não muda

Reajuste e corte tributário se anulam — consumidor não sente na bomba.

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (9) dois movimentos simultâneos que, na prática, se cancelam: o fim de um desconto aplicado às distribuidoras e um reajuste no preço da gasolina A. Segundo a Autoesporte, a estatal deixará de conceder um abatimento de R$ 0,44 por litro e ainda aplicará um ajuste adicional de R$ 0,19 — totalizando R$ 0,63 de impacto sobre o preço do combustível vendido antes da mistura com etanol.

A conta, porém, fecha no positivo para o consumidor. A Autoesporte explica que o governo federal anunciou simultaneamente uma redução de exatamente R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. Com isso, segundo a própria Petrobras conforme aponta a Autoesporte, o preço da gasolina já considerados os tributos ficará R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até quarta-feira (9). O preço médio da gasolina A para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro a partir desta quinta-feira (10) — e não R$ 3,24, como indicado anteriormente —, sem repasse esperado aos postos.

Para contextualizar o patamar atual, a Autoesporte recorre aos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro: o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,51 por litro, o diesel S-10 custava em média R$ 6,88 por litro e o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro.

Medidas do governo

As medidas fazem parte de um pacote mais amplo assinado pelo presidente Lula. Conforme aponta a Autoesporte, um decreto presidencial ampliou o subsídio da gasolina de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro e zerou os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Para o diesel, uma medida provisória autoriza subvenção adicional de R$ 1 por litro, que se soma ao benefício de R$ 1,12 já vigente até 26 de setembro — chegando a R$ 2,12 por litro no período.

Como é formado o preço dos combustíveis?

A Autoesporte detalha que uma série de fatores compõe o preço cobrado nas bombas. No caso da gasolina, a maior fatia (27,3%) corresponde à parcela recebida pelas refinarias, seguida de distribuição e revenda (24,6%), imposto estadual (24,1%), custo do etanol anidro (13,7%) e impostos federais (10,3%). Já no diesel, as refinarias respondem por 41,1% do preço, distribuição e revenda por 25,9%, imposto estadual por 17,0%, biodiesel por 11,3% e impostos federais por 4,7%.

Contexto externo e timing político

O contexto externo pressiona o cenário: a Autoesporte destaca que o petróleo tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, impulsionado pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O timing político também chama atenção — as medidas foram anunciadas a menos de um mês das eleições presidenciais, em um momento em que mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado.

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