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Preços & FIPE

Preços de usados caem até 15% na prática — bem mais do que a tabela Fipe indica

Levantamento exclusivo mostra que os 25 modelos mais buscados do Brasil acumulam queda média de 10,2% em 12 meses, enquanto a Fipe registra apenas 4%.

Atualizada em 19 de setembro de 2026 às 09:00· 1 leituras
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Usados caem até 15% na prática — bem mais do que a Fipe mostra

Levantamento exclusivo revela a desvalorização real dos 25 modelos mais buscados do Brasil.

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Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria

O mercado de seminovos brasileiro está desvalorizando bem mais do que os números oficiais sugerem. Segundo levantamento da Auto Avaliar feito com exclusividade para a Autoesporte (G1 Carros), os 25 carros usados mais buscados do país acumularam queda média de 10,2% nos últimos 12 meses — mais que o dobro dos 4% registrados pela tabela Fipe no mesmo período. O Jeep Compass lidera a desvalorização, com recuo de 15,7% no preço efetivamente pago pelo consumidor, seguido pelo Jeep Renegade (-13,8%) e pelo Chevrolet Tracker (-13,5%).

A discrepância entre os dados, segundo a Autoesporte, tem explicação técnica. J.R. Caporal, presidente da Auto Avaliar, afirma à publicação que a plataforma captura o valor real de fechamento das transações — quanto o lojista pagou pelo veículo e por quanto o vendeu —, enquanto a Fipe se baseia em preços anunciados, com defasagem de até quatro semanas. José Éverton Fernandes, presidente da Fenauto, reforça o ponto ao dizer à Autoesporte que "na Fipe, a gente olha para um retrovisor", o que cria a sensação de preços fora da realidade do mercado.

Outro sinal de mudança de ciclo apontado pela Autoesporte é o fim do ágio: os modelos que antes eram vendidos acima da tabela Fipe — justamente por escassez e alta demanda — já não sustentam esse prêmio. Com os carros zero-quilômetro em promoção e a oferta de modelos chineses pressionando os preços dos novos, o mercado de usados acompanhou o movimento e passou por um ajuste proporcional. Fernandes avalia, contudo, que o cenário não configura crise, mas sim uma reacomodação natural do setor após anos de demanda reprimida e pouca oferta.

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