Sedã elétrico de luxo da BYD percorre 30.000 km e mantém 98,7% da bateria — e ainda encarou carregamentos de até 640 kW
Yangwang U7 completou o percurso em apenas nove dias, recebeu 350 recargas ultrarrápidas e terminou o teste praticamente intacto; entenda o que isso significa para o comprador brasileiro
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Um sedã elétrico de luxo da BYD foi submetido a um teste de resistência rigoroso, e os resultados chamam atenção: segundo o Notícias Automotivas, o veículo percorreu 30.000 quilômetros em menos de um ano e ainda conservou 98,7% da capacidade original da bateria. O detalhe que reforça a credibilidade do experimento é que o carro foi adquirido diretamente de uma loja, sem qualquer preparação especial — ou seja, trata-se de um exemplar idêntico ao que qualquer consumidor levaria para casa.
O modelo em questão é o Yangwang U7, conforme identifica o InsideEVs Brasil. E o dado que torna o resultado ainda mais expressivo está no ritmo do teste: segundo o portal, os 30.000 quilômetros foram cobertos em apenas nove dias — um ritmo brutal que pouquíssimos proprietários reais chegariam a impor ao próprio carro.
Se a quilometragem acumulada em tempo recorde já seria suficiente para levantar sobrancelhas, o InsideEVs Brasil acrescenta outro elemento ao experimento: ao longo do percurso, o Yangwang U7 recebeu nada menos do que 350 recargas, algumas delas com potência de até 640 kW. Esse nível de carregamento ultrarrápido está entre os mais agressivos disponíveis atualmente, e é justamente o tipo de uso que parte dos especialistas aponta como potencial vilão para a longevidade das células.
O Notícias Automotivas destaca que o protocolo do teste foi conduzido de forma a simular condições reais de uso, levando o automóvel ao limite de maneira sistemática ao longo de todo o percurso. A degradação mínima registrada — menos de 1,3 ponto percentual após o equivalente a três décadas de quilômetros para um motorista comum — coloca a tecnologia de células da BYD em posição de destaque frente às preocupações mais comuns de compradores de elétricos, que historicamente temem a perda acelerada de autonomia com o passar do tempo.
Para o mercado brasileiro, onde a desconfiança em relação à longevidade das baterias ainda é um dos principais freios à adoção de elétricos, um resultado como esse carrega peso simbólico e comercial relevante. Conforme aponta o Notícias Automotivas, a BYD tem investido fortemente em demonstrar a confiabilidade de seus pacotes de energia, e testes independentes como este tendem a reforçar a narrativa da marca junto ao consumidor mais exigente — justamente o público-alvo de um sedã posicionado no segmento premium.
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