Seguradoras decretam perda total em elétricos após batidas leves; entenda por quê
Donos de carros elétricos relatam surpresa ao descobrir que colisões menores resultam em indenização total em vez de reparo.
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Ter um carro elétrico no Brasil está se revelando uma experiência mais cara do que muitos compradores anteciparam — especialmente na hora de acionar o seguro. Segundo o UOL Carros, proprietários de elétricos têm se deparado com um cenário inusitado: batidas que em qualquer carro a combustão resultariam em um conserto simples acabam sendo enquadradas pelas seguradoras como perda total.
O motivo central, conforme aponta o UOL Carros, está no pacote de baterias. Quando uma colisão — mesmo que aparentemente superficial — atinge ou compromete a integridade estrutural do conjunto de células de energia, o custo de substituição pode superar facilmente o valor de mercado do veículo. Como as baterias representam entre 30% e 50% do preço de um elétrico, qualquer dano nessa região transforma o cálculo da seguradora: pagar o reparo sai mais caro do que indenizar o dono pelo valor do bem.
O UOL Carros destaca ainda que a escassez de oficinas especializadas e a limitada disponibilidade de peças no país agravam o problema. Sem uma rede de manutenção robusta, os orçamentos ficam inflados e os prazos, imprevisíveis — dois fatores que pesam diretamente na decisão das seguradoras de não arcar com o conserto. O crescimento acelerado da frota elétrica no Brasil não foi acompanhado, na mesma velocidade, pela infraestrutura de suporte pós-venda.
O cenário levanta um alerta importante para quem pretende migrar para a mobilidade elétrica: antes de assinar o contrato de seguro, vale pesquisar coberturas específicas para baterias, franquias e critérios de perda total adotados por cada seguradora. O que parece um arranhão pode, dependendo de onde o impacto ocorreu, virar uma dor de cabeça financeira de proporções bem maiores.
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