Shelby e McLaren entram no ranking dos clássicos mais caros do mundo após Monterey Car Week 2025
Dois recordes históricos em leilão reescrevem o mapa dos carros clássicos mais valiosos já vendidos.
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A Monterey Car Week, realizada entre 7 e 16 de agosto na Califórnia, foi palco de dois recordes históricos que redesenharam o ranking dos carros clássicos mais caros já leiloados no mundo, segundo o Jornal do Carro. Um Shelby Cobra Daytona Coupe de 1964 foi arrematado no leilão da Gooding Christie's por US$ 42,9 milhões (cerca de R$ 223 milhões), tornando-se o carro americano mais valioso da história. Na mesma semana, um McLaren F1 GTR de 1996 foi vendido na RM Sotheby's por US$ 34,6 milhões (R$ 180 milhões), assumindo o título de automóvel britânico mais caro já negociado em leilão.
Com as duas novas entradas, dois modelos foram expulsos do ranking, conforme aponta o Jornal do Carro: um Mercedes-Benz W 196 R de 1954, que valia US$ 29,6 milhões, e uma Ferrari 412P Berlinetta de 1967, arrematada em 2023 por US$ 30,2 milhões. O Shelby em questão é um dos apenas seis Cobra Daytona Coupe construídos para rivalizar com a Ferrari 250 GTO nas pistas — e tem história ainda mais singular: foi o carro pessoal de Carroll Shelby, fundador da marca, entre 1975 e 1998.
No topo absoluto do ranking, segundo o Jornal do Carro, segue inabalável o Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé de 1955, leiloado em 2022 pela RM Sotheby's por US$ 142 milhões — o carro mais caro já vendido em leilão na história. Logo atrás vem outro Mercedes, o W 196 R Stromlinienwagen de 1954, negociado em 2025 por US$ 53,9 milhões. A Ferrari 330 LM / 250 GTO de 1962, descrita pela casa de leilões como 'The One' por ter corrido pela própria Scuderia Ferrari, ocupa o terceiro lugar com US$ 51,7 milhões.
O balanço por nacionalidade, de acordo com o Jornal do Carro, mostra a Itália ainda dominante com seis Ferraris no top 10, seguida pela Alemanha com dois Mercedes, e agora com Estados Unidos e Inglaterra empatados com um representante cada — o Shelby e o McLaren, respectivamente.
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