Pesquisa de Harvard associa trabalho como taxista a menor mortalidade por Alzheimer
Estudo publicado no The BMJ identificou proporção reduzida de mortes pela doença entre profissionais de transporte, reforçando a hipótese de que a demanda cognitiva do volante protege o cérebro.
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Dirigir profissionalmente pode fazer bem ao cérebro. Segundo o UOL Carros, uma pesquisa conduzida por cientistas ligados à Universidade Harvard e publicada na revista científica The BMJ identificou que taxistas e outros profissionais de transporte figuram entre as categorias com menor proporção de mortes atribuídas à doença de Alzheimer.
O UOL Carros destaca que o estudo foi realizado nos Estados Unidos e analisou dados de mortalidade relacionando-os às profissões dos indivíduos. A hipótese central gira em torno da demanda cognitiva constante exigida de quem dirige como ofício — navegação espacial, tomada rápida de decisões e atenção permanente ao trânsito seriam fatores que manteriam o cérebro mais ativo ao longo dos anos.
A descoberta dialoga com estudos anteriores sobre o chamado 'efeito taxista de Londres', no qual pesquisadores já haviam observado que motoristas de táxi da capital britânica apresentavam maior volume no hipocampo — região do cérebro associada à memória e à orientação espacial. A ideia de que exercitar continuamente a navegação mental pode retardar o declínio cognitivo ganha, assim, mais respaldo científico.
Ainda que a pesquisa não estabeleça uma relação de causa e efeito definitiva, os dados reforçam a importância de manter o cérebro estimulado ao longo da vida profissional. Para os milhões de motoristas de aplicativo e taxistas que circulam pelo Brasil, o achado oferece uma perspectiva inédita — e curiosamente positiva — sobre os efeitos do trabalho diário ao volante.
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