78% dos brasileiros veem economia com combustível como principal razão para comprar elétrico, aponta pesquisa
Levantamento do Instituto Locomotiva revela que o custo da gasolina é o maior motivador para a eletrificação, mas o preço de entrada ainda trava a decisão de compra.

O peso da gasolina no orçamento está empurrando os brasileiros em direção aos carros elétricos. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada pela Autoesporte, 78% dos motoristas que cogitam adquirir um veículo elétrico apontam a economia com combustível — seja por quilômetro rodado ou no longo prazo — como um dos principais atrativos. No total, 87% dos motoristas consultados afirmam que considerariam comprar um elétrico: metade diz que "certamente" faria isso, e outros 37% que "provavelmente" embarcariam na ideia.
A Autoesporte destaca que a sustentabilidade aparece em segundo lugar na lista de motivações, citada por 61% dos entrevistados, seguida pela tecnologia mais avançada (56%) e pelo maior conforto (51%). A percepção de vantagem financeira no longo prazo também é forte: 76% acreditam que a economia no uso compensa o preço mais alto na compra, embora 24% discordem e considerem que gastar menos com combustível não justifica o investimento inicial.
A alta do petróleo reforça esse cenário. Segundo o Instituto Locomotiva, em julho 84% dos motoristas já afirmavam que o encarecimento da matéria-prima torna os elétricos ainda mais atrativos — contexto que ganhou peso adicional com os conflitos geopolíticos que fizeram o barril Brent superar US$ 100. A Autoesporte aponta ainda que 69% dos entrevistados conhecem alguém com carro elétrico ou híbrido, e que 92% dessas pessoas relatam experiências positivas aos conhecidos — um boca a boca que alimenta o interesse.
O gargalo, porém, segue sendo o preço de entrada. Para 84% dos entrevistados, elétricos mais baratos aumentariam significativamente a chance de compra. "O próximo passo da eletrificação é aproximar o custo de compra da economia que o consumidor já percebe no uso, além de facilitar as opções de recarga", afirmou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, em declaração reproduzida pela Autoesporte.
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