Ações da Tesla recuam após balanço revelar caixa negativo e apostas bilionárias em IA e robotáxis
Montadora entregou mais carros do que o esperado, mas lucro por ação frustrou o mercado e fluxo de caixa ficou no vermelho pela primeira vez em dois anos.
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Os papéis da Tesla derreteram cerca de 3% no after-market desta quarta-feira (22) após a divulgação do balanço do segundo trimestre. Segundo a Autoesporte, o principal ponto de atenção foi o fluxo de caixa livre negativo de US$ 1,1 bilhão — o primeiro resultado desse tipo em mais de dois anos —, reflexo direto da aceleração dos gastos com inteligência artificial, robotáxis, baterias e novas tecnologias de produção.
A receita de US$ 28,24 bilhões superou a projeção média de US$ 25,71 bilhões compilada pela LSEG, conforme aponta a Autoesporte. O problema veio no lucro ajustado: 33 centavos de dólar por ação, bem abaixo dos 51 centavos que Wall Street aguardava. No lado positivo, as entregas chegaram a 480.126 unidades no trimestre, acima das estimativas e dos 384.122 veículos entregues no mesmo período do ano anterior — resultado que ajudou a enxugar estoques represados desde o início de 2025, segundo a publicação.
A Autoesporte destaca que Elon Musk tem reposicionado a Tesla como uma empresa de tecnologia, não apenas uma montadora. A companhia ampliou o serviço de robotáxis sem motorista nos Estados Unidos e busca aval regulatório na Europa e na China. O segmento de armazenamento de energia também ganhou tração: foram instalados 13,5 GWh em sistemas de baterias no trimestre, ante 9,6 GWh um ano antes, atendendo redes elétricas, projetos renováveis e data centers.
Mesmo com queda superior a 15% das ações ao longo de 2026, a Tesla permanece como a montadora mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,4 trilhão, segundo a Autoesporte. O valor de mercado segue sustentado pela expectativa de que IA, robotáxis e robôs humanoides se tornem fontes relevantes de receita no futuro — uma aposta que, por ora, ainda pesa mais no caixa do que nos resultados.
Fontes
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