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Alfa Romeo quer acabar com as telas gigantes nos carros — e tem um conceito para provar

Com o Cuorerosso, a marca italiana aposta em displays compactos e botões físicos como alternativa ao minimalismo digital que domina o setor.

Atualizada em 23 de outubro de 2026 às 17:00· 4 leituras
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Alfa Romeo quer acabar com as telas gigantes

O conceito Cuorerosso aposta em displays compactos e botões físicos contra o minimalismo digital.

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A guerra das telas nos carros pode estar chegando ao seu limite. Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, a Alfa Romeo apresentou no Salão do Automóvel de Paris o conceito Cuorerosso com uma proposta que vai na contramão da indústria: menos tela, mais botão — e, se possível, nenhuma tela convencional no horizonte.

O chefe de design da marca, Alejandro Mesonero-Romanos, foi direto ao ponto em entrevista ao portal britânico Autocar, citada pelo Jornal do Carro: ele quer "se livrar das telas" do jeito que as conhecemos hoje. Para o executivo, os painéis gigantes podem fazer sentido quando o carro está parado, mas atrapalham durante a condução. "Estamos numa espécie de guerra de centímetros para as telas e, para mim, isso não faz sentido nenhum", disse ele, segundo a publicação.

A solução proposta pela marca se chama "Cannocchiale" — palavra italiana para telescópio. Conforme aponta o Jornal do Carro, o conceito traz duas cúpulas redondas à frente do motorista que exibem informações essenciais e se integram conforme o modo de condução escolhido: no urbano, mostram navegação e instrumentos separadamente; nos modos esportivos, simplificam ao máximo. O console central mantém botões físicos para o ar-condicionado e uma pequena projeção que pode exibir música e GPS — com película que some quando não é necessária.

Mesonero-Romanos não poupou provocação, segundo o Jornal do Carro: "Sei que grande parte do público quer telas grandes, mas então não comprem um Alfa, comprem outra coisa." A postura radical da marca italiana sinaliza que, após anos de corrida pelo display maior, pelo menos parte da indústria começa a questionar se o caminho digital foi longe demais.

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