Hong Kong queima réplicas de Tesla, Porsche e Defender em papel como ritual fúnebre
Tradição chinesa milenar ganha versão moderna com carros de luxo reproduzidos em tamanho real para acompanhar os mortos no além.
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Uma das tradições funerárias mais singulares do mundo ganhou um capítulo contemporâneo em Hong Kong. Segundo o Notícias Automotivas, artesãos locais passaram a produzir réplicas em tamanho real de automóveis modernos — como Tesla, Porsche, Land Rover Defender e Alfa Romeo — inteiramente em papel, destinadas a serem queimadas durante cerimônias de despedida. A prática é parte de um costume chinês antigo que acredita que objetos consumidos pelo fogo chegam ao mundo espiritual para uso do falecido.
O Notícias Automotivas destaca que o nível de detalhamento das peças impressiona: as réplicas reproduzem formas, cores e até elementos internos dos veículos com fidelidade surpreendente, exigindo horas de trabalho manual de artesãos especializados. O que antes se limitava a casas, roupas e utensílios domésticos em papel agora incorpora os bens de consumo mais desejados da modernidade — e o automóvel de luxo ocupa lugar central nessa lista.
De acordo com o Notícias Automotivas, a escolha dos modelos não é aleatória: famílias encomendam os carros que o ente querido sonhava em ter ou que faziam parte de sua identidade em vida. Assim, um Tesla pode simbolizar afinidade com tecnologia, enquanto um Porsche evoca o gosto pela performance — valores que, segundo a crença, devem acompanhar a pessoa para além da morte. A tradição, portanto, funciona como um retrato afetivo de quem partiu.
O fenômeno, conforme aponta o Notícias Automotivas, também revela como culturas milenares absorvem a linguagem do consumo contemporâneo sem perder sua essência simbólica. Carros que jamais rodarão pelas ruas cumprem, entre chamas, uma função que nenhum test drive poderia substituir: a de última homenagem.
Fontes
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