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Bateria do BYD atinge 78,5°C durante recarga ultrarrápida e leva quase 33 minutos para esfriar

Medição independente expõe pico térmico preocupante na nova célula Blade durante sessão de carga com quase 1.200 amperes.

Atualizada em 17 de julho de 2026 às 09:03· 17 leituras
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Blade chega a 78,5°C na recarga ultrarrápida

Medição independente expõe pico térmico preocupante com quase 1.200 amperes na nova célula da BYD.

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Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria

Uma medição independente divulgada pelo Notícias Automotivas colocou a nova geração da bateria Blade, da BYD, sob escrutínio técnico ao registrar temperatura de 78,5°C durante uma sessão de recarga ultrarrápida conduzida com pico de quase 1.200 amperes. O número chama atenção porque ultrapassa com folga a faixa considerada confortável para a química LFP — base das células Blade — e levanta questões sobre o comportamento do pacote em condições extremas de uso.

Segundo o Notícias Automotivas, o dado que mais gerou debate não foi apenas o pico térmico em si, mas o tempo necessário para que o conjunto voltasse a uma temperatura mais controlada: 32 minutos e 56 segundos até atingir 60°C. Para motoristas que dependem de recargas rápidas consecutivas em viagens longas, essa janela de espera pode representar uma limitação prática relevante, já que iniciar uma nova sessão com a bateria ainda aquecida tende a reduzir a eficiência do carregamento e, em alguns sistemas, aciona proteções que limitam a potência aceita.

O Notícias Automotivas ressalta que a corrente de quase 1.200 amperes representa um cenário de estresse elevado, possivelmente associado a infraestrutura de recarga de última geração ainda pouco disponível no Brasil. Ainda assim, o teste evidencia que, mesmo com a reputação de segurança e estabilidade química das células LFP, a gestão térmica continua sendo um dos principais desafios de engenharia para quem busca combinar velocidade de recarga com longevidade do pacote de baterias.

A BYD não se pronunciou oficialmente sobre os resultados da medição até o fechamento desta matéria. O episódio, porém, reacende o debate sobre a necessidade de critérios técnicos mais transparentes na divulgação de dados de recarga por parte das montadoras — especialmente à medida que a corrida por carregamentos cada vez mais rápidos se intensifica no mercado global de elétricos.

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