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BorgWarner: baterias LFP ainda vão liderar o mercado antes de qualquer virada para o sódio

Diretor da empresa afirmou no E-Days que a química de fosfato de ferro-lítio seguirá dominando a evolução do setor elétrico por um bom tempo

Atualizada em 9 de julho de 2026 às 11:05· 2 fontes· 48 leituras
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BATERIAS ELÉTRICAS

LFP ainda domina antes das baterias de sódio chegarem

Executivo da BorgWarner explica por que a tecnologia de fosfato de ferro-lítio segue como protagonista nos elétricos.

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A transição para baterias de sódio no setor automotivo não está logo ali. Segundo o UOL Carros, Marcelo Rezende, diretor de Sistemas de Baterias da BorgWarner, declarou durante o evento E-Days que as células de fosfato de ferro-lítio — conhecidas pela sigla LFP — ainda devem liderar o segmento de veículos elétricos por um período considerável antes que novas químicas ganhem espaço real no mercado.

De acordo com a reportagem do UOL Carros, Rezende reconhece o potencial das baterias de sódio, mas pondera que a maturidade tecnológica e a escala industrial necessárias para torná-las competitivas ainda levam tempo. Enquanto isso, as LFP seguem avançando em custo, segurança e longevidade — atributos que as mantêm na preferência de montadoras ao redor do mundo.

O InsideEVs Brasil reforça esse ponto ao destacar que, na visão de Rezende, a química LFP ainda liderará a própria evolução das baterias — ou seja, não se trata apenas de manter uma posição atual, mas de continuar sendo o vetor de progresso tecnológico do setor antes que o sódio esteja pronto para assumir protagonismo.

O posicionamento da BorgWarner reforça uma tendência já observada na indústria global: fabricantes de veículos elétricos, especialmente os de origem chinesa, apostaram pesado nas LFP justamente por sua relação custo-benefício superior e pela ausência de cobalto na composição — elemento caro e de extração controversa. O UOL Carros aponta que esse cenário deve se manter estável até que as baterias de sódio provem eficiência em condições reais de uso e produção em larga escala.

Para o mercado brasileiro, o debate é relevante: com a chegada crescente de elétricos ao país, a escolha da química das baterias impacta diretamente preço, autonomia e durabilidade dos modelos disponíveis nas concessionárias. A consolidação das LFP como padrão pode, inclusive, ajudar a reduzir o custo dos veículos elétricos no Brasil nos próximos anos.

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