Caminhões médios batem recorde de vendas em 2025 e salvam as montadoras num ano de crédito caro
Segmento intermediário cresceu 32,5% e atingiu o maior volume em uma década, impulsionado pelo e-commerce e pela logística urbana.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Enquanto os caminhões pesados despencaram 20% em 2025 e os leves recuaram 14%, os modelos médios foram na contramão e salvaram o caixa das fabricantes. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), os dados da Anfavea mostram que o segmento acumulou 11.700 unidades vendidas até novembro — um salto de 69% em relação a 2015, quando o volume anual não passou de 6.900 unidades. É o maior patamar registrado em dez anos.
A explicação, de acordo com o Jornal do Carro (Estadão), está na explosão do e-commerce e na demanda por logística de última milha. Com capacidade de carga superior à dos leves e agilidade que os pesados não têm nos centros urbanos, os médios (PBT entre 10 e 15 toneladas) viraram o veículo preferido das operações de entrega. A ABComm registrou que o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 204,27 bilhões em mais de 414 milhões de pedidos só em 2024 — uma montanha de pacotes que criou demanda direta por caminhões baú e sider.
O Jornal do Carro (Estadão) aponta ainda que a Selic elevada mudou o raciocínio do frotista: diante do custo alto do crédito, passou a fazer mais sentido investir em um único caminhão médio do que manter vários leves, com ganho real em combustível e manutenção. Para David Wong, consultor da Alvarez & Marsal citado pela reportagem, há também um fator de ciclo: a frota de médios estava mais envelhecida do que a de pesados, que já havia passado por renovação com a chegada do Euro 6, tornando a troca inevitável.
O setor de bebidas e as compras governamentais completaram o quadro favorável. Márcio Querichelli, presidente da Iveco na América do Sul, afirmou ao Jornal do Carro (Estadão) que grandes distribuidoras de bebidas — clientes históricos dos médios para entregas porta a porta — foram às compras em peso em 2025, e que as prefeituras também ajudaram a sustentar o ritmo de negócios ao longo do ano.
Fontes
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