Implementos rodoviários vendem 6% menos em 2025, mas exportações disparam 52%
Setor encerrou o ano com 149 mil emplacamentos e queda puxada por reboques, enquanto carrocerias sobre chassis e mercado externo sustentaram o desempenho.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O mercado brasileiro de implementos rodoviários fechou 2025 no vermelho. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), divulgados pelo Jornal do Carro (Estadão), o total de emplacamentos chegou a 149.206 unidades — uma retração de 6% frente a 2024. O Jornal do Carro aponta que o recuo foi impulsionado pela combinação de crédito mais caro, juros elevados ao longo do ano e menor disposição das empresas em renovar frotas, num ambiente de incerteza econômica que também derrubou as vendas de caminhões pesados e médios.
O segmento mais afetado, segundo o Jornal do Carro, foi o de reboques e semirreboques: apenas 70.997 unidades emplacadas, queda de cerca de 20% na comparação anual. Muitas transportadoras preferiram esticar a vida útil dos equipamentos já em uso a assumir novos compromissos financeiros. Do lado positivo, as carrocerias sobre chassis cresceram 10%, totalizando 78.209 unidades — desempenho sustentado, conforme a publicação, pela demanda do agronegócio, da distribuição urbana e da cadeia de alimentos, com destaque para graneleiros, basculantes e baús frigorificados de alumínio.
O cenário externo compensou parte das perdas internas. O Jornal do Carro informa que as exportações de implementos saltaram 52% em 2025, com 4.128 unidades embarcadas para mercados da América Latina, África e Oriente Médio. A desvalorização cambial em determinados períodos do ano e acordos comerciais regionais tornaram os produtos nacionais mais competitivos lá fora. O presidente da Anfir, José Carlos Spricigo, reconheceu, em comunicado citado pelo veículo, que 2025 exigiu revisão de estratégias e adaptação constante por parte dos fabricantes.
Para 2026, o Jornal do Carro aponta que a Anfir projeta retomada gradual do mercado interno, condicionada à melhora do ambiente macroeconômico e à recuperação das vendas de caminhões. A entidade vê nas exportações um pilar estratégico para o setor, independentemente do comportamento da demanda doméstica.
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